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Soja recupera perdas em Chicago e preços resistem no Brasil; safra nova segue acima de R$ 150

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O mercado brasileiro de soja segue encontrando sustentação mesmo diante de uma Bolsa de Chicago praticamente estável nesta terça-feira (22), testando leves perdas. Com o produtor mais voltado aos trabalhos de implantação da nova safra e reduzindo a disponibilidade para novos negócios, compradores encontram maior dificuldade para originar soja no mercado interno.

Em entrevista ao Bom Dia Agronegócio, Ronaldo Fernandes, diretor da Royal Rural, afirmou que a comercialização perdeu um pouco do ritmo justamente no momento em que o produtor passa a concentrar suas atenções no plantio. “Tem demanda, comprador interno precisa de soja, está batendo na porta, mas não está achando tanta oferta”, explicou o especialista. 

Segundo Fernandes, as referências nos portos para a soja disponível seguem acima dos R$ 160,00 por saca, enquanto a soja da safra 2026/27 continua trabalhando acima dos R$ 150. O analista citou R$ 155,00 para entrega em fevereiro e pagamento em abril, e R$ 151,00 para entrega em março, também com pagamento em abril.

O mercado disponível vem trabalhando de forma lateralizada nas últimas semanas. Os preços perderam algum fôlego, mas encontram dificuldade para recuar de maneira mais consistente diante da demanda doméstica e da retração dos vendedores. Já a safra nova apresenta comportamento diferente, com referências avançando gradualmente.

Fernandes ainda citou a aproximação do período em que a China tradicionalmente direciona uma parcela maior de suas compras para os Estados Unidos também entra na formação dos preços brasileiros. O analista ressalta, porém, que esse movimento é sazonal e não representa uma saída da China do mercado brasileiro. Historicamente, os chineses concentram as compras no Brasil durante boa parte do ano, migram para a soja norte-americana com a entrada da nova safra dos EUA e voltam com maior intensidade ao produto brasileiro com a chegada da colheita sul-americana.

Na avaliação do analista, essa mudança de origem pode exercer pressão sobre os prêmios brasileiros, principalmente no disponível. A demanda interna, entretanto, ajuda a limitar o impacto sobre o preço final recebido pelo produtor.

Para a safra 2026/27, porém, outro fator começa a ganhar protagonismo. “O que vai pautar essa soja futura agora é o clima. O clima não está no preço ainda”, afirma. 

Segundo o diretor da Royal, os movimentos recentes foram determinados principalmente pela geopolítica, com os conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia interferindo nos mercados de trigo e farelo de girassol e, por substituição, trazendo reflexos também para o milho e o complexo soja. Daqui para frente, a evolução do plantio e das condições climáticas brasileiras tende a assumir peso crescente na formação das cotações da safra nova.

CHICAGO REDUZ PERDAS, MAS FECHA NO VERMELHO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja terminaram esta terça-feira próximos da estabilidade depois de recuperarem boa parte das perdas registradas no início do dia. O novembro/26 encerrou a US$ 13,25 por bushel, queda de 2,50 pontos, enquanto janeiro/27 perdeu 2,75 pontos, para US$ 13,41. Março terminou a US$ 13,48, baixa de 3 pontos, e maio a US$ 13,55, recuo de 2,75 pontos.

Segundo a Agrinvest Commodities, o óleo de soja exerceu pressão sobre o complexo durante a sessão, enquanto os fundamentos pouco se alteraram. O mercado permanece atento ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e aos possíveis desdobramentos para o comércio agrícola entre Estados Unidos e China.

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A consultoria destacou ainda que a Sinograin colocou 543 mil toneladas de soja importada em leilão. O movimento ajuda na rotação dos estoques chineses e pode abrir espaço para novas cargas norte-americanas, mas ainda não representa confirmação de compras adicionais.

Na outra ponta, os ganhos de quase 1% sustentados durante todo o dia ajudaram na limitação das perdas na CBOT. 

Ainda como avalia Ronaldo Fernandes, a própria entrada da colheita norte-americana deveria exercer pressão maior sobre Chicago. Segundo ele, o avanço dos trabalhos nos Estados Unidos reduziu parte das preocupações anteriores com possíveis atrasos, mas a geopolítica continua oferecendo sustentação às cotações.

“Se não fosse a geopolítica, a gente já teria os preços em Chicago caindo por causa da colheita”, afirma. 

Assim, enquanto Chicago tenta equilibrar a pressão sazonal da colheita norte-americana com geopolítica e demanda chinesa, o foco do produtor brasileiro começa a mudar. O disponível encontra suporte na menor disposição de venda e na demanda interna, enquanto a safra 2026/27, com referências acima dos R$ 150 nos portos, entra gradualmente no mercado climático.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda