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Soja: Preços sobem forte no BR acompanhando alta do dólar; Chicago estável

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de 106 mil toneladas de soja para a China nesta quarta-feira (8). As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento americano. 

A China segue buscando soja para cobrir sua demanda interna e as necessidades de suas indústrias processadoras, as quais estão com baixos estoques ao passo em que as vendas de farelo de soja continuam aquecidas na nação asiática. 

A notícia, porém, foi insuficiente para estimular ganhos mais fortes e os futuros da oleaginosa terminaram o dia com pequenas baixas na Bolsa de Chicago. As posições mais negociadas feharam o pregão desta quarta com pequenas altas de 0,75 a 2,50 pontos, levando o novembro a US$ 12,79 e o março aUS$ 12,95 por bushel. 

O combustível que poderia chegar da nova compra chinesa acabou encontrando limite nos terminais americanos ainda fora de operação no leito do rio Mississippi depois da passagem do furacão Ida, do clima favorável para a conclusão da safra americana e da cautela que o mercado costuma adotar antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira, 10 de setembro. 

Além disso, o mercado ainda encontrou espaço para uma pequena recuperação dos preços depois das baixas registradas na sessão anterior, quando Chicago terminou a terça-feira (7) com mais de 1% de queda. 

“O clima está muito bom, acelerando a maturação da soja e a colheita no Delta está de vento em popa”, explica Ginaldo de Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro. “E essa colheita que está acontecendo nem sempre está descendo para o porto por conta dos estragos no Mississippi, acaba represando produto e tem que vender Chicago”.

E ainda na análise de Sousa, o USDA deveria revisar para baixo a produtividade esperada para a soja 2021/22 dos EUA, corrigindo a safra também. No entanto, afirma tambémn que a demanda também poderia ser revisada para menos – com uma baixa nas exportações – mas ainda mantendo os estoques finais muito apertados e, ao se confirmarem, poderiam dar um estímulo às cotações na CBOT. 

MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, os preços no mercado físico, em boa parte das principais praças de comercialização, subiram acompanhando a alta de quase 3% do dólar frente ao real. Em Ponta Grossa, no Paraná, por exemplo, o preço subiu 2,41% para R$ 170,00 por saca. Ao mesmo tempo, diversas praças de Mato Grosso terminaram o dia sem referência. 

A semana é mais curta para o mercado e com notícias esperadas mais em seu final, como o relatório do USDA, que pode mexer com as cotações tanto em Chicago, como no Brasil. O que dá ainda mais força aos preços do restante da safra velha são os prêmios, que chegaram a testar até US$ 2,40 por bushel acima de Chicago nos portos. 

“O produtor está vendendo da mão para a boca”, explica Sousa. 

Em Paranguá, o spot subiu 3,03% para chegar aos R$ 170,00 e em Rio Grande, 2,44% para R$ 168,00 por saca. Já para a safra nova, os ganhos foram ligeiramente mais contidos – de 2,53% e 1,91%, respectivamente – e fecharam com R$ 162,00 e R$ 160,00 por saca. 

E para a formação das referências da nova safra do Brasil, o diretor da Labhoro lembra que aos poucos o clima para o plantio no país vai ganhando cada vez mais importância e que essas informações chegarão também ao mercado internacional. Afinal, deverá vir do Brasil uma safra – caso as condições climáticas sejam adequadas – uma oferta que poderia começar a equilibrar as relações com a demanda. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda