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Pará participa de estudo nacional sobre Peste Suína Clássica

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína, com uma produção de aproximadamente 4,5 milhões de toneladas em 2020, o que representa quase 3,5% do total no planeta. Atualmente, as exportações de carne suína representam aproximadamente 23% da produção nacional. O Brasil atingiu um recorde de 1,024 milhão de toneladas exportadas em 2020, uma alta de 26,75% em relação ao ano anterior.

A concentração regional da produção de carne suína está no Sul do Brasil, responsável, em 2020, por 70,91% dos abates sob a inspeção oficial. A região Sudeste respondeu, naquele ano, por quase 12,94%, e o Centro-Oeste por 16,06%. O restante coube às regiões Norte e Nordeste. Dentre os estados, destacaram-se Santa Catarina, com 30,73% dos abates; Rio Grande do Sul, com 19,08%, e Paraná, com 21,10%, de acordo com o Relatório Anual 2021.

O Pará tem 27.561 propriedades cadastradas para criação de suínos, com um rebanho de 498.512 animais, mostram dados da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). A autarquia tem como missão planejar e executar ações que promovam a sanidade e a qualidade da produção agropecuária, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio.

Estudo – Diante da importância socioeconômica desse segmento para o Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realiza um estudo soroepidemiológico para verificar se há circulação do vírus da Peste Suína Clássica (PSC) no País. Nos meses de agosto e setembro, esse estudo está sendo realizado no Pará, para cadastramento e atualização de cadastros de produtores de suínos, pelo serviço oficial do Pará.

A pesquisa está sendo realizada em 58 municípios das regiões Oeste, Sul e Sudeste, que são classificados como a Região III do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC. Os estados do Amazonas e Roraima também realizarão o projeto.

As atividades previstas nessa capacitação estão inseridas nas estratégias do Programa Nacional de Sanidade dos Suídeos (PNSS), que propõe o fortalecimento do serviço veterinário oficial e a institucionalização do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC. O objetivo do Plano Estratégico é erradicar a PSC na Zona não livre do Brasil, reduzindo as perdas diretas e indiretas causadas pela doença, e gerando benefícios pelo status sanitário de país livre da doença. Como base dessa estratégia, o Plano visa promover o fortalecimento do Sistema Veterinário Oficial (SVO) e do sistema de vigilância para as doenças dos suínos, incluindo a implantação de um programa de vacinação sistemática contra a PSC de forma regionalizada.

O estudo está sendo realizado por meio de amostragem em municípios do Pará. A veracidade dessas informações contribuirá para a base nacional de dados sobre a doença no Brasil. A proposta é decretar o Pará área livre da doença, e o Plano subsidiará o alcance dessa meta.

Qualidade – No município de Altamira, Oeste do Pará, estão sendo coletadas amostras em 37 propriedades rurais. O cadastro do município inclui 3.024 propriedades, com aproximadamente 38.300 suídeos, e está entre os maiores produtores do Pará.

O médico veterinário Giovani Luidy Girardeli, fiscal estadual agropecuário da Adepará e responsável pela pesquisa na Regional de Altamira, explica que o critério para a escolha das propriedades é baseado nos riscos sanitários apresentados. Na Regional, a pesquisa foi iniciada no dia 16 de agosto, e prossegue até o próximo dia 10.

“Ao final, teremos em torno de 350 animais coletados para o Inquérito de Peste Suína Clássica. Esse trabalho nos permitirá saber, na prática, como está a sanidade suídea em todos os municípios da Regional, e servirá de embasamento para permitir possíveis novas ações sanitárias”, informa Giovani Girardeli.

Durante coleta na propriedade Tatajuba, próxima a Altamira, no último dia 2, o médico veterinário e diretor da Adepará, Jamir Macedo, destacou a importância da adoção de medidas de biosseguridade, que visam evitar a entrada e a propagação de doenças no plantel, proporcionando melhores condições para se preservar a saúde dos animais e, consequentemente, a segurança dos alimentos. “Fazemos parte deste estudo e seguimos todas as recomendações preconizadas pelo Mapa, pois entendemos que o agronegócio paraense dever estar de acordo com as normativas nacionais e internacionais, porque isso só nos traz benefícios em qualidade de alimentos, fortalece a nossa economia e traz desenvolvimento ao Pará, que é fundamentalmente um estado agro”, ressalta.

Biossegurança – O bem-estar dos animais faz parte da produção sustentável, que vem se destacando no Brasil. O arcabouço regulatório do Brasil conta com normas de abate humanitário, como a Instrução Normativa 3/2000 e a IN 56/2008, que estabelecem recomendações de Boas Práticas de Bem-estar para Animais de Produção e de Interesse Econômico nos sistemas de produção e transporte, incluindo as cadeias de aves e suínos.

A publicação da Instrução Normativa nº 113, de 16 de dezembro de 2020, que estabelece boas práticas de manejo e bem-estar animal nas granjas de suínos de criação comercial, consolida as tendências que já vêm sendo adotadas por várias empresas brasileiras. 

Essa norma representa mais um avanço regulatório importante para o Brasil, onde o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, desde 1952, prevê obrigações das indústrias para a temática do bem-estar animal em todas as espécies criadas para o abate industrial.

Capacitação – Os médicos veterinários da Agência de Defesa Agropecuária participaram de treinamento sobre o Inquérito Soroepidemiológico para a PSC. O treinamento foi ministrado pelos médicos veterinários e auditores federais agropecuários do Mapa, Guilherme Takeda e Newton Galvão, em duas etapas. O módulo prático ocorreu nos dias 09 e 10 de agosto, e o módulo teórico, realizado por via remota, foi nos dias 27 e 28 de julho de 2021.

A capacitação priorizou o desenvolvimento do raciocínio epidemiológico por meio do domínio das ferramentas básicas do trabalho da vigilância, com destaque para sistema de vigilância de síndromes hemorrágicas dos suínos, aspectos clínicos e epidemiológicos do agente etiológico da Peste Suína Clássica, atendimento à notificação de síndromes hemorrágicas, eutanásia, necropsia, colheita e envio de amostras para o laboratório.

Durante o curso, o veterinário Guilherme Zaha Takeda, chefe da Divisão de Unidade de Suídeos do Mapa, informou que, além da preparação dos servidores, o inquérito é importante porque contribuirá para a construção de um estudo no Pará, que mapeará a presença/ausência da doença no Estado. “A realização desse inquérito soroepidemiológico para PSC, em parte do Pará, irá suprir a deficiência de informações e ações de vigilância, além da necessidade de melhor caracterização do sistema produtivo de suínos e da condição epidemiológica da PSC”, afirmou Guilherme Takeda.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda