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Oscilação global trará ruptura no clima do Brasil nas próximas semanas

Uma grande mudança está a caminho do continente americano e o Oceano Atlântico em alguns dias com uma maior ameaça de formação de furacões no final de setembro e parte de outubro no Atlântico Norte e um padrão mais chuvoso no Brasil com o retorno das precipitações após meses em algumas áreas.

Durante boa parte do auge da temporada de furacões, que se iniciou em 1º de junho, o que tem predominado é o que se chama de subsidência, ou seja, o movimento descendente do ar, o que traz uma temporada menos ativa até agora no Atlântico Norte. 

Mas em breve ocorrerá uma mudança maior com algo chamado por nós meteorologistas de OMJ, ou Oscilação Madden-Julian, que promete trazer impacto significativo em várias partes do continente americano quando a oscilação alcançar as nossas longitudes.

Essa oscilação vai determinar um processo em cadeia que determinará um padrão de movimento ascendente do ar (convecção) mais amplo no Atlântico e nos trópicos da América do Sul.

Isso vai coincidir com o ponto da temporada de furacões no Atlantico Norte em que, historicamente, há uma maio propensão para ciclones tropicais no Caribe Ocidental e no Golfo do México. Com o ar subindo, o ambiente se torna mais favorável às tempestades, e o risco de desenvolvimento de ciclones tropicais aumenta.

Aqui na América do Sul, na faixa tropical, o efeito será também aumento da instabilidade atmosférica e isso vai se traduzir em chuva em muitas áreas do Brasil e em regiões que ainda estão na temporada seca e que testemunharão o retorno da chuva após vários meses sem nenhuma precipitação.

RUPTURA DE PADRÃO NO CLIMA TRARÁ CHUVA EM QUASE TODO O BRASIL

A influência da Oscilação Madden-Julian vai mexer com o clima do Brasil nos últimos dez dias deste mês de setembro com aumento da instabilidade no território nacional e chuva em praticamente todo o país.

Os dados analisado pela MetSul Meteorologia apontam que a chuva vai alcançar grande parte da áreas do Brasil que entre julho e setembro enfrentam o auge da temporada seca anual com escassez de precipitação por meses seguidos.

Com isso, cidade que não têm qualquer registro de chuva por mais de 100 dias podem ter, finalmente, o retorno da precipitação. É o caso de Brasília. A última precipitação na estação do Instituto Nacional de Meteorologia na capital federal foi em 23 de maio com 1,4 mm.

O mapa a seguir mostra a projeção de chuva para 15 dias em todo o Brasil a partir de dados do modelo do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF), que pode ser consultado pelo nosso assinante (assine aqui).

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Projeção de chuva para 15 dias do modelo europeu a partir da rodada da 0Z de hoje indica chuva em quase todo o Brasil com aumento da instabilidade favorecido pela Oscilação Madden-Julian – Mapa: METSUL

Como se observa no mapa, a chuva deve alcançar a grande maioria das áreas do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil, além do Sul da região amazônica, áreas do Brasil que nesta época do ano costumam ser muito secas, antes do retorno gradual da chuva durante o mês de outubro.

Obviamente, as precipitações nestas áreas serão irregulares e na forma de pancadas, ou seja, não choverá em todas as cidades, mas em muitos municípios haverá precipitação e isoladamente até forte com risco de temporais e nuvens de poeira por tempestades localizadas.

Mais ao Sul do Brasil, onde não há temporada seca e setembro tem média histórica alta de precipitação, o aumento da instabilidade tropical deve trazer mais chuva nesta segunda metade do mês com possibilidade de volumes altos em parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, particularmente no período de 19 a 27 de setembro.

Além disso, se a chamada Oscilação Madden-Julian favorece ciclones tropicais (furacões) no Atlântico Norte, nos subtrópico aqui na América do Sul ela aumenta o risco de ciclones extratropicais. Assim, não será surpresa se houver mais um ciclone impactando o Sul do Brasil até o fim do mês.

O QUE É A OSCILAÇÃO DE MADDEN-JULIAN

A Oscilação de Madden-Julian (OMJ na sigla em Português) é um dos principais modos de variabilidade da atmosfera tropical no clima em escala intrassazonal, ou seja, que atua em períodos de 30 a 60 dias.

Foi identificada nos anos 1970 pelos meteorologistas Roland Madden e Paul Julian, e desde então tem se mostrado fundamental para compreender a dinâmica do clima em diferentes regiões do planeta.

Trata-se de uma onda atmosférica que se propaga de Oeste para Leste ao longo da faixa equatorial, especialmente entre o Oceano Índico e o Pacífico tropical, com áreas alternadas de aumento e supressão da atividade convectiva (nuvens e tempestades).

Na prática, é caracterizada por grandes “pulsos” de nebulosidade e chuvas que percorrem o globo. Quando uma fase ativa da oscilação passa sobre determinada região, a tendência é de intensificação da convecção tropical, com mais formação de nuvens e precipitação. Já a fase inativa está associada à subsidência do ar, tempo mais seco e inibição da atividade de tempestades.

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Modelos projetam influência da Oscilação Madden-Julian no clima do Brasil neste fim de setembro e em parte de outubro – Mapa: NOAA

Esses pulsos não apenas afetam diretamente áreas tropicais, como também modulam sistemas meteorológicos em latitudes médias, como o Sul do Brasil, influenciando ondas de frio, padrões de circulação e até o desenvolvimento de ciclones.

No caso do Brasil, os efeitos da OMJ são significativos, embora variem conforme a estação do ano e a posição da oscilação no globo.

Durante a estação chuvosa na Amazônia, no Centro-Oeste e no Sudeste, por exemplo, a passagem da fase ativa da oscilação costuma intensificar a formação de nuvens e aumentar os volumes de precipitação.

Isso pode reforçar episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistemas que trazem chuva persistente para o Sudeste e o Centro-Oeste no verão. Por outro lado, quando a OMJ está em fase inativa sobre o continente, tende a reduzir a instabilidade e prolongar períodos mais secos, o que pode atrasar ou interromper a estação das chuvas.

Outro ponto importante é a interação da MJO com fenômenos de maior escala, como El Niño e La Niña. Dependendo de sua fase, a oscilação pode reforçar ou amenizar os efeitos desses eventos sobre o Brasil, alterando o padrão de chuvas no Sul, no Nordeste e em outras regiões.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda