A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (17), durante reunião com ministros dos paÃses integrantes das 20 maiores economias do planeta (G20), que pesquisas cientÃficas e inovações devem estar acessÃveis a todos paÃses, e não apenas a produtores subsidiados por paÃses ricos.

Ao participar da sessão Pesquisa como Força Motriz da Sustentabilidade, na cidade italiana de Florença, a ministra disse que dois aspectos precisam ser observados para que os paÃses consigam obter sustentabilidade no setor agropecuário.Â
“O primeiro, disponibilizar aos produtores rurais ferramentas para produzir mais, usando menos recursos naturais. O segundo, fazer da ciência uma força motriz para manter o comércio fluindo e os mercados previsÃveisâ€, afirmou a ministra.
Em relação ao primeiro aspecto, Tereza Cristina destacou que “pesquisa e inovação são fundamentais para o desenvolvimento de uma agricultura renovável e de baixa emissão de carbonoâ€.Â
Tereza Cristina argumentou que o setor público, no caso de alguns paÃses, já desempenha papel importante na formulação de polÃticas de disseminação de tecnologias. “Mas os governos, especialmente nos paÃses em desenvolvimento, não podem fazer isso sozinhos. Portanto, o setor financeiro global também deve investir e ser parte da solução no terrenoâ€.
De acordo com a ministra, na próxima década será necessário disponibilizar mais recursos visando a adoção de práticas inovadoras e acessÃveis a todos, e não apenas a “alguns produtores subsidiados nos paÃses ricosâ€. “Somente alinhando tecnologias sustentáveis a investimentos, faremos da agricultura um setor estratégico para uma recuperação verdeâ€, disse.
A ministra reiterou as crÃticas que costuma fazer contra o protecionismo praticado por paÃses ricos e os efeitos negativos dele para a concorrência no mercado global. Segundo ela, isso aumenta a pobreza ao mesmo tempo que causa impactos negativos em produtores rurais de paÃses em desenvolvimento.
“O protecionismo, como todos sabemos, recompensa a ineficiência e é ruim para a sustentabilidade. Mas, agora, além do protecionismo, também enfrentamos o ‘precaucionismo’. Os reguladores estão cada vez mais impondo medidas limitantes na tentativa de proteger os consumidores antecipadamente contra todos os tipos de riscos possÃveis. Isso não é racionalâ€, disse Tereza Cristina.