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Importações de trigo começam agosto em alta, com ritmo diário 7,7% maior que há um ano

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As importações brasileiras de trigo e centeio não moídos começaram agosto em ritmo superior ao registrado no mesmo período de 2025. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o país importou 126,2 mil toneladas no primeiro reporte deste mês, com média de 25,24 mil toneladas por dia, contra 23,43 mil toneladas diárias há um ano. O avanço é de 7,7%.

O movimento ocorre em um momento de maior preocupação com o abastecimento interno do cereal. A produção brasileira projetada para a safra 2026/27 foi revisada para 5,9 milhões de toneladas, enquanto a necessidade crescente de produto importado pode levar o país a registrar, segundo estimativa apresentada pelo analista da Safras & Mercado Élcio Bento, quase 9 milhões de toneladas em importações ao longo do ciclo.

No Paraná, principal estado produtor e com o maior parque moageiro do país, a situação é ainda mais apertada. A produção estadual projetada para a nova safra é de 2,2 milhões de toneladas, enquanto a moagem anual dos moinhos paranaenses é estimada em 3,85 milhões de toneladas, criando um déficit potencial de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas.

Gasto com importações também aumenta

Além do maior ritmo de entrada, o Brasil está pagando mais pelo trigo importado. O preço médio no primeiro reporte de agosto ficou em US$ 241,40 por tonelada, contra US$ 231,80/t no mesmo período de 2025, alta de 4,1%.

Com isso, a despesa média diária com as compras externas chegou a US$ 6,09 milhões, ante US$ 5,43 milhões há um ano, crescimento de 12,2%.

Em valores acumulados, as importações somam US$ 30,47 milhões, contra US$ 114,07 milhões no período correspondente de 2025. A diferença nos totais, porém, está relacionada ao estágio distinto dos períodos em acompanhamento, tornando a média diária o indicador mais adequado para avaliar o ritmo das operações neste momento.

Oferta restrita sustenta preços no mercado interno

O aumento das compras externas acontece em paralelo à menor disponibilidade de trigo no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, as cotações no Paraná voltaram, em termos reais, aos níveis observados em agosto de 2025, diante da restrição de oferta disponível no mercado spot.

Com a necessidade de recompor estoques, compradores vêm elevando gradualmente as ofertas na tentativa de encontrar lotes de melhor qualidade, enquanto vendedores ainda apresentam disponibilidade limitada de trigo da safra 2025.

Esse cenário ajuda a explicar a relevância crescente das importações para o abastecimento brasileiro, especialmente diante das perspectivas de menor produção nacional.

Nova safra adiciona risco climático

Além da menor área e produtividade esperadas para a safra 2026/27, o desenvolvimento das lavouras passa a ser acompanhado com atenção diante do avanço do El Niño.

A expectativa de aumento das chuvas no Sul do Brasil preocupa principalmente porque Paraná e Rio Grande do Sul concentram aproximadamente 80% da produção nacional de trigo. Segundo análise da EarthDaily, episódios anteriores de El Niño forte, como os observados em 2014 e 2015, foram marcados por excesso de precipitações nas principais regiões produtoras, com impactos sobre a produtividade.

O excesso de umidade também pode favorecer doenças fúngicas e reduzir a incidência de radiação solar, comprometendo o desenvolvimento das plantas e, consequentemente, o potencial produtivo.

Mercado externo também traz desafios

A necessidade de recorrer ao mercado internacional ocorre em um ambiente no qual nem todas as origens oferecem condições ideais.

A Argentina permanece como a alternativa mais competitiva pela proximidade logística e pela participação no Mercosul, mas a safra atual apresenta preocupação com qualidade, especialmente em relação ao teor de proteína e glúten úmido.

Outras origens elevam os custos. O trigo norte-americano pode chegar a custar cerca de R$ 300 a mais por tonelada em relação ao argentino, enquanto a redução do saldo exportável do Paraguai também limita uma das fontes tradicionais de abastecimento do Paraná.

Assim, os primeiros números de agosto mostram que o mercado brasileiro começa o mês aumentando o ritmo das compras externas justamente diante de um quadro de oferta doméstica mais apertada. Com a produção nacional em queda, estoques restritos e riscos climáticos sobre a nova safra, a evolução das importações deverá ser um dos indicadores importantes para acompanhar o abastecimento e a formação dos preços do trigo no Brasil nos próximos meses.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda