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Por Howard Schneider
WASHINGTON (Reuters) – O mercado de trabalho dos Estados Unidos já alcançou as condições que o Federal Reserve estabeleceu para reduzir suas compras mensais de tÃtulos, disse a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, e o banco central agora deve passar a discutir como sua expressiva detenção de tÃtulos poderia complicar eventual decisão sobre quando elevar os juros.
“Os critérios de progresso adicional substancial foram atendidos … Os argumentos a favor de continuar a aumentar nossa carteira de ativos a cada mês perderam força”, disse George em comentários ao American Enterprise Institute.
Embora a pandemia em curso continue a ser um risco, com os mercados de trabalho e de bens ainda enfrentando restrições e gargalos de oferta, ela sente que esses problemas vão diminuir com o tempo e padrões mais normais de consumo, trabalho e contratação devem retornar.
O desafio agora para o Fed, disse ela, é determinar como seu balanço patrimonial, de 8,5 trilhões de dólares em posse de ativos, complicará uma futura discussão sobre juros.
Esses ativos continuarão sob posse do Fed mesmo depois que as compras mensais caÃrem para zero e estão “deprimindo os juros de longo prazo, mais relevantes para as famÃlias e empresas… Essa acomodação persistirá mesmo quando a redução de estÃmulos for concluÃda”, disse ela.
“Onde, ao longo da curva de juros, preferirÃamos mais espaço para a polÃtica monetária?” questionou George, sugerindo que o Fed pode querer manter as taxas de longo prazo baixas ao manter seu balanço alto, mas compensar esse estÃmulo com juros de curto prazo mais altos.
Isso, no entanto, pode elevar o risco de inversão da curva de juros, um argumento a favor de enxugar o balanço patrimonial “ou pelo menos mudar para um com ativos de vencimento mais curto, com uma taxa básica de juros neutra mais baixa”.