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Fenasucro & Agrocana 2026 debate oportunidades do etanol e da bioenergia no transporte marítimo

O avanço dos biocombustíveis como alternativa para reduzir as emissões do transporte marítimo e as oportunidades que esse movimento pode abrir para o Brasil estarão em debate nesta quinta-feira (13), durante a Fenasucro & Agrocana 2026, em Sertãozinho (SP). A feira, que segue até sexta-feira (14),  reúne representantes da cadeia de bioenergia.

O painel “Biobunkers: oportunidades para as bioenergias” será realizado das 14h15 às 15h15, no Palco 2, e terá entre os participantes Ágata Turini, CEO da Fertron, empresa brasileira especializada em soluções de automação elétrica e industrial, com forte atuação no setor sucroenergético e de bioenergia.

Etanol ganha espaço na navegação

A discussão ocorre em um momento de avanço dos testes com combustíveis renováveis no transporte marítimo internacional. Segundo relatório do primeiro trimestre de 2026 da A.P. Moller-Maersk, a companhia concluiu, no período, sua primeira navegação utilizando 100% de etanol. A experiência ocorreu depois de testes realizados em 2025 com concentrações de 10% e 50% de etanol em motores dual-fuel preparados para metanol.

De acordo com a Maersk, os testes mostraram que o etanol pode ser integrado ao mix de combustíveis e ampliaram as alternativas avaliadas pela companhia para a descarbonização de sua frota.

O movimento também vem sendo acompanhado pelo mercado internacional de biocombustíveis. Em fevereiro, a Ethanol Producer Magazine destacou os testes realizados com o navio Laura Mærsk, equipado com motor dual-fuel capaz de operar com uma mistura de 50% de etanol e 50% de metanol, como parte de uma possível nova frente de mercado para o combustível.

Nova rota de mercado para o etanol brasileiro

A entrada do etanol na matriz de combustíveis marítimos pode criar uma nova frente de demanda para a produção brasileira. Essa cadeia pode envolver desde usinas e fornecedores de combustíveis renováveis até operadores logísticos, terminais portuários, empresas de abastecimento e grandes companhias de navegação.

Para o Brasil, a oportunidade aproxima principalmente três mercados: etanol, biodiesel e transporte marítimo, abrindo espaço para novas configurações de fornecimento e comercialização dos biocombustíveis nacionais.

“O Brasil já construiu uma capacidade importante de produção de biocombustíveis em escala. Quando o transporte marítimo começa a olhar para essas alternativas, surge uma possibilidade de ampliar mercados e inserir ainda mais o país nas discussões globais sobre transição energética. Mas isso também exige olhar para competitividade, sustentabilidade, certificação, logística e infraestrutura”

A executiva avalia que o desenvolvimento desse mercado pode ampliar o papel do setor sucroenergético na transição energética, mas dependerá da capacidade de conectar produção, infraestrutura portuária, logística e requisitos internacionais de sustentabilidade.

Mercado começa a sair dos testes

As primeiras operações realizadas no Brasil mostram como essa nova cadeia pode funcionar na prática. Em 12 de julho, no Porto de Santos, CMA CGM, Copersucar e Bunker One concluíram o primeiro abastecimento com etanol de um navio porta-contêineres transoceânico no país, segundo comunicado divulgado pela Copersucar.

O CMA CGM IRON, com capacidade para 13 mil TEUs e equipado com motor tricombustível, recebeu etanol fornecido pela Copersucar. A operação também envolveu AGEO Terminais, Santos Brasil e Everllence e contou com uma estrutura logística que incluiu transporte, armazenamento e transferência do combustível até o navio por meio de barcaça especializada.

O movimento reforça uma possibilidade de diversificação para o setor sucroenergético. Além dos mercados tradicionais de etanol hidratado e anidro, o combustível pode ganhar espaço no abastecimento de frotas marítimas internacionais. Entre as rotas renováveis avaliadas para o setor estão ainda biodiesel, biometano, bio-LNG e metanol de origem renovável.

A expansão dos biobunkers também pode gerar demanda para produtos que o agronegócio brasileiro já produz em escala, como etanol, biodiesel e biometano, fortalecendo a conexão entre agro, indústria, energia e logística.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda