Notícias

Exportações de carne bovina recuam em julho com freio da China; Média diária é a menor de 2026

Logotipo Notícias Agrícolas

As exportações brasileiras de carne bovina registraram em julho a primeira retração em volume exportado em muitos meses, em um movimento diretamente relacionado à desaceleração das compras chinesas.

Os dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 227,94 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em julho de 2026, contra 276,88 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. A redução foi de 17,7% no volume.

A receita também caiu, mas em intensidade bem menor. Os embarques renderam US$ 1,447 bilhão, recuo de 5,8% frente aos US$ 1,537 bilhão registrados em julho de 2025.

A diferença entre a queda do volume e da receita é explicada pela valorização da carne brasileira no mercado internacional. O preço médio alcançou US$ 6.350,50 por tonelada, 14,4% acima dos US$ 5.549,40/t registrados há um ano.

China explica boa parte da desaceleração

A análise de Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, ajuda a dimensionar o papel da China nesse resultado.

Em julho, os chineses compraram 82,7 mil toneladas de carne bovina brasileira volume bem menor comparado a julho do ano passado, com 158,4 mil toneladas exportadas. Portanto, houve uma redução de 47,78% nos embarques destinados ao mercado chinês.

“A magnitude dessa diferença chama atenção: foram cerca de 75,7 mil toneladas a menos destinadas à China em relação a julho de 2025″, esclarece Iglesias.

Esse número é particularmente relevante porque a redução das exportações totais brasileiras no mesmo comparativo foi de aproximadamente 48,9 mil toneladas. Ou seja, isoladamente, a retração chinesa foi maior que a queda do volume total exportado pelo Brasil — indicação de que outros mercados absorveram parte da carne que deixou de seguir para a China.

Ainda assim, mesmo em um mês de forte retração, a China permaneceu como destino de aproximadamente 36% de toda a carne bovina brasileira exportada em julho.

Segundo a Safras & Mercado, há outro detalhe importante no comportamento das compras chinesas: julho começou com ritmo forte de embarques, mas perdeu intensidade à medida que o mês avançou. A consultoria trabalha com a perspectiva de continuidade desse movimento de desaceleração em agosto.

Ritmo diário despenca para o menor nível do ano

A mudança também aparece claramente na média diária dos embarques.

O Brasil exportou em julho cerca de 9,9 mil toneladas de carne bovina por dia útil, contra mais de 13 mil toneladas/dia nos meses de maio e junho. Segundo Iglesias, esse foi o pior ritmo observado em meses.

O gráfico elaborado pela Safras & Mercado mostra uma trajetória bastante clara: depois de atingir aproximadamente 13,3 mil toneladas/dia em junho, o ritmo caiu para 9,9 mil toneladas/dia em julho, o menor patamar de 2026.

ritmo_diario_exportacoes_carne_bovina_2026_fonte_safras
FONTE: SAFRAS & MERCADO

 

Essa queda ganha importância porque ocorre justamente no momento em que o mercado começa a lidar de maneira mais concreta com os efeitos da salvaguarda chinesa sobre as importações de carne bovina.

Cota chinesa entra no radar dos exportadores

Pelos números apresentados pela Safras & Mercado, a cota brasileira considerada no mecanismo chinês é de 1,106 milhão de toneladas.

Somando os embarques contabilizados de janeiro a julho, porém, o Brasil já alcançou 1,189 milhão de toneladas, equivalente a 107,53% da cota, ultrapassando o limite em aproximadamente 83,3 mil toneladas.

Isso significa que parte da carne brasileira exportada para a China passa a ficar sujeita à sobretaxa prevista pela salvaguarda — de 55% para os volumes que excedem a cota.

Há, portanto, uma combinação nova para o mercado brasileiro: a China continua sendo uma compradora extremamente relevante, mas passa a comprar em ritmo menor justamente quando o Brasil esbarra no limite estabelecido pela salvaguarda.

Menos China, mas carne brasileira mais valorizada

Os números de julho não significam uma perda de importância do mercado externo para a pecuária brasileira. Ao contrário, revelam uma mudança na composição do resultado.

Mesmo com uma redução de quase 18% no volume total embarcado, o preço médio da tonelada avançou mais de 14%, sustentando a receita acima de US$ 1,4 bilhão.

E a própria China, apesar da forte redução, ainda comprou 82,7 mil toneladas em apenas um mês.

O sinal de atenção está na velocidade da mudança. Em junho, o Brasil havia destinado 158,36 mil toneladas à China. Um mês depois, foram apenas 82,71 mil toneladas, praticamente a metade. Os dados da Safras mostram ainda que junho havia representado 14,32% da cota anual considerada pela consultoria, enquanto julho respondeu por apenas 7,48%.

Se o movimento persistir em agosto, a diversificação dos destinos da carne brasileira ganhará ainda mais importância. Mercados que vêm ampliando espaço e novas aberturas comerciais poderão exercer papel relevante para compensar uma eventual redução estrutural do ritmo chinês.

Para o mercado pecuário dentro da porteira, julho deixa, portanto, um sinal importante: a exportação continua remuneradora, sustentada por preços internacionais mais elevados, mas o volume perdeu força e voltou a evidenciar o peso da China na formação da demanda externa pela carne bovina brasileira.

O comportamento das compras chinesas nos próximos meses — e, principalmente, os efeitos práticos da sobretaxa sobre os volumes que ultrapassarem a cota — passa a ser uma das principais variáveis para determinar se julho representou apenas uma acomodação pontual ou o início de uma nova dinâmica para as exportações brasileiras de carne bovina no segundo semestre de 2026.

* Com auxílio de IA

Prezado cliente, nosso canal de atendimento por telefone está passando por instabilidade no momento. Pedimos que priorize o atendimento via mensagem no WhatsApp:

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda