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Economia brasileira poderia crescer 2,5% ao ano nesta década

Ao partir do contexto da recessão de 2020, causada pela pandemia do coronavírus, é possível identificar uma ampliação do hiato do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro –aumento do grau de ociosidade da capacidade produtiva do país. É possível prever, no entanto, que, depois de alguns anos de crescimento do PIB, essa ociosidade se esgote e que o aumento da capacidade de oferta volte a ser determinante para o crescimento da economia. Um estudo, publicado nesta segunda-feira (13/9), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra números que indicam que o Brasil apresenta uma expansão modesta do PIB potencial (capacidade de oferta), mas que poderá experimentar uma aceleração progressiva do crescimento potencial com o aumento gradual da taxa de investimento e da produtividade, na década atual.

“O grau de ociosidade existente permitiria um crescimento médio do PIB da ordem de 2,5% ao ano (a.a.) entre o ano-base de 2021 e o final da década – considerado o cenário proposto no artigo. Nesse cenário, o país chegaria ao final da década com uma taxa de investimento de mais de 22% do PIB”, estimaram os autores do estudo, José Ronaldo Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea (Dimac/Ipea), e Fábio Giambiagi, economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para os pesquisadores, o crescimento futuro da economia brasileira estará condicionado pela evolução da produtividade e do investimento no país. Os autores avaliam ainda que há um desafio considerável diante do envelhecimento populacional. “Entre duas e três décadas, a população adulta em idade de trabalhar será igual à atual. Isso significa que todo o crescimento da produção – e não apenas a maior parte, mas a totalidade – entre 2020 e 2045 ou 2050 terá que vir ou do aumento do estoque de capital, físico e humano, ou do aumento da produtividade”, observaram. O estudo ainda adiciona a este contexto desafiador o fato de, atualmente, a taxa de investimento estar perto do piso histórico e a taxa de crescimento do produto potencial inferior a 1%.

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Os autores recomendam estimular o investimento privado em infraestrutura, por meio de novas rodadas de concessões, além de estímulos horizontais aos investimentos do setor produtivo em geral. “As reformas microeconômicas, que melhorem o ambiente de negócios, e as reformas macroeconômicas, que melhorem a estabilidade e ajudem a reduzir as incertezas e o custo de capital, são eixos fundamentais para esse avanço dos investimentos e principalmente da produtividade. Essa melhora geral atrairia investimentos nos setores mais produtivos, gerando uma melhora na alocação de recursos”, defenderam.

Souza Júnior e Giambiagi alertam, porém, para o problema do desequilíbrio fiscal estrutural da economia brasileira, que já precedia à crise provocada pela pandemia, mas que foi agravado diante da necessidade de se aumentar os gastos públicos. “Esses problemas, que produzem incertezas em relação ao maior devedor do país (o setor público), prejudicam a estabilidade econômica, aumentam a taxa de juros de longo prazo – como constatado no incremento da taxa da Nota do Tesouro Nacional tipo B (NTN-B) de trinta anos no mercado secundário desde o começo de 2020 – e reduzem a viabilidade de muitos investimentos”, examinaram os pesquisadores.

Acesse o Texto para Discussão ‘Recuperação econômica e fechamento gradual do hiato: um exercício de consistência de médio e longo prazos’.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda