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Dólar recua em linha com perdas entre emergentes e com tarifa de Trump em foco

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Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista fechou em baixa ante o real nesta segunda-feira, recuando pela segunda sessão seguida diante da perspectiva de retomada do afrouxamento monetário pelo Federal Reserve e na esteira da recuperação de ativos brasileiros depois das perdas acumuladas com a ação tarifária dos Estados Unidos sobre o Brasil.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,69%, a R$5,5070.

Às 17h18, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,61%, a R$5,545 reais na venda.

Os movimentos do real nesta sessão tiveram como pano de fundo as perdas da moeda norte-americana ante divisas emergentes, como o rand sul-africano e o peso chileno, uma vez que os mercados continuaram repercutindo um relatório de emprego fraco dos Estados Unidos na semana passada.

Os números de sexta-feira mostraram que os empregadores dos EUA criaram bem menos postos de trabalho do que o esperado em julho, enquanto os resultados dos dois meses anteriores foram revisados de forma acentuada para baixo, sugerindo perda na resiliência do mercado de trabalho.

Com isso, operadores têm reavaliado as apostas sobre os próximos movimentos do banco central dos EUA, projetando agora mais de 90% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros já na próxima reunião, em setembro. Outra redução até dezembro está totalmente precificada.

Juros mais baixos nos EUA tendem a derrubar os rendimentos dos Treasuries, o que, em consequência, pressiona o dólar nos mercados globais. No Brasil, a divisa norte-americana já tinha fechado a sexta-feira em baixa de 0,98%, a R$5,5453.

“O ambiente externo começa a semana menos tenso, mas ainda instável. O dólar segue oscilando diante da perspectiva de cortes de juros nos EUA, enquanto o real continua vulnerável também às incertezas internas”, disse Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

“Para o Brasil, previsibilidade fiscal e estabilidade institucional serão determinantes para sustentar a confiança dos investidores e evitar novas pressões sobre ativos locais”, completou.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,04%, a 98,704.

No cenário doméstico, o mercado também tem se mostrado um pouco mais aliviado com o atual panorama das tensões comerciais entre Brasil e EUA, depois que o presidente Donald Trump oficializou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mas excluiu uma série de produtos da taxa.

Essa perspectiva mais positiva tem ajudado ativos brasileiros a recuperar as fortes perdas acumuladas ao longo de julho, principalmente nos dias em que parecia que a ameaça tarifária de Trump iria ser estendida à toda a pauta de exportação brasileira.

Somente em julho, o dólar subiu 3% ante o real.

No entanto, ainda prevalece um sentimento de cautela, enquanto o governo brasileiro busca negociar para que outros produtos recebem isenção da taxa punitiva.

Diante desses dois fatores favoráveis à moeda brasileira, o dólar atingiu a mínima desta sessão, a R$5,4957 (-0,89%), às 11h36. A máxima do dia, a R$5,54285 (-0,04%), foi atingida minutos após a abertura.

Mais cedo, o Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda