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Cooperativismo pode aumentar eficiência da agricultura familiar

Estudo publicado nesta quinta-feira (23/9), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que a eficiência técnica da agricultura familiar brasileira foi de 0,87, em indicador que, quanto mais próximo de 1, maior é a eficiência técnica da unidade analisada. Desta forma, o indicador ficou 13% abaixo da fronteira ótima de produção, segundo dados analisados do Censo Agropecuário de 2017. Neste ano, a agricultura familiar brasileira foi responsável por R$ 106,5 bilhões, com maior participação da região Sul (41%), seguida de Sudeste (24%), Nordeste (15%), Norte (11%) e Centro-Oeste (9%).

O levantamento avaliou dados sobre a baixa participação dos pequenos agricultores em organizações coletivas (cooperativas e associações) e a relacionou a impactos diretos nas habilidades gerenciais, usos de tecnologias e baixas respostas produtivas. A região Sul do país concentrou o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar integrados ao cooperativismo (60,2%), seguida de Sudeste (24,3%), Nordeste (5,9%), Centro-Oeste (5,9%) e Norte (3,8%).

Do total populacional censitário, cerca de 579 mil de estabelecimentos agropecuários fazem parte de uma cooperativa, sendo 71% destes familiares. Do total de cooperados, 63% receberam orientação técnica, percentual superior à média nacional de 21%. Além disso, o estudo mostra que, no Brasil, há 3,9 milhões de estabelecimentos familiares, o que representa 77% do total.

A pesquisa foi realizada pelos pesquisadores do Ipea José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho e Érica Basílio Tavares Ramos, que avaliaram a necessidade de ampliar o alcance das políticas de apoio à agricultura familiar relacionadas ao cooperativismo. “É fundamental promover políticas que estimulem o cooperativismo na agricultura familiar. Com o intuito de minimizar as imperfeições de mercado, organizações coletivas dos produtores melhoram a eficiência técnica produtiva”, afirmou Eustáquio.

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O estudo também analisou indicadores socioeconômicos para aferir a eficiência produtiva dos pequenos produtores em diferentes regiões. De acordo com os dados, fatores como nível de escolaridade e renda impactam na eficiência produtiva da agricultura familiar. O Nordeste concentrou 60% da extrema pobreza do setor agropecuário e, assim, a baixa presença do cooperativismo nessa região é apontado como fator prejudicial ao desempenho produtivo da agricultura de menor porte. Em termos regionais, os indicadores de renda também foram piores no Nordeste e melhores no Sul, o que reforçando a importância do cooperativismo para a eficiência técnica produtiva.

Os autores do estudo também recomendam políticas integradas para o setor, envolvendo pequenos produtores, cooperativas e o poder público federal, estadual e municipal. Notaram ainda que o ambiente institucional na região Sul, por exemplo, destaca-se por promove políticas com maior participação local (bottom-up), enquanto no Nordeste a participação de instituições locais e produtores é mais passiva, dependendo de políticas públicas de desenvolvimento regional centralizadas (top-down).

Acesse o estudo na íntegra.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda