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Consumo de carne bovina inicia outubro em recuperação, com alta nas carcaças, avanço da arroba e maior competitividade frente ao frango

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Após semanas em ritmo moroso, a demanda por carne bovina começou a dar sinais de recuperação. Mesmo antes do quinto dia útil de outubro, o mercado registrou maior movimentação nas vendas, com destaque para o fim de semana, segundo informações da Scot Consultoria. Apesar do aquecimento na procura, os preços seguiram praticamente estáveis, com apenas ajustes moderados em relação às semanas anteriores. 

No mercado atacadista paulista de carne com osso, todas as carcaças casadas registraram alta. A carcaça casada do boi capão subiu 2%, negociada a R$ 20,50/kg, enquanto a do boi inteiro avançou 2,6%, cotada em R$ 19,50/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca valorizou 1,9%, chegando a R$ 18,85/kg, e a da novilha aumentou 1,8%, a R$ 19,35/kg.

No mercado de carne sem osso, a média geral dos preços permaneceu estável, com movimentos opostos entre os cortes do dianteiro e do traseiro. Os cortes do dianteiro apresentaram leve alta de 0,2%, impulsionada pelo avanço de 2,6% no preço do cupim. Já o traseiro registrou recuo de 0,1%, com destaque negativo para o coxão duro, que caiu 1,9%. No varejo, os preços mostraram comportamentos distintos entre os estados. 

Paraná e Rio de Janeiro tiveram alta, São Paulo apresentou queda e Minas Gerais manteve estabilidade. No Paraná, a cotação média subiu 0,2%, com destaque negativo para a alcatra com maminha, que recuou 2,3%. No Rio de Janeiro, a média avançou 0,1%, impulsionada pelo acém, que subiu 2,7%. Em São Paulo, o preço médio caiu 0,3%, mesmo com a alta de 3,3% na alcatra com maminha. Em Minas Gerais, a média ficou estável, mas o filé mignon com cordão apresentou queda de 3,5%.

As carnes continuam influenciando o resultado da inflação, já que representam parcela significativa dos gastos com alimentação das famílias. Em setembro, as principais quedas foram observadas no frango congelado (1,45%), na carne bovina corte traseiro (0,86%) e dianteiro (0,39%). O único aumento ocorreu no pernil (0,76%). Os ovos também tiveram retração de 1,66%, a maior variação negativa do grupo. 

No curto prazo, prevalece o movimento de queda, mas em 12 meses todas as proteínas ainda acumulam altas expressivas: carne bovina corte traseiro (21,47%) e dianteiro (29,15%); frango congelado (9,90%); pernil (16,07%) e ovos (9,08%). No acumulado de janeiro a agosto, o cenário se inverte, com recuos de 3% para o corte traseiro bovino e de 1,18% para o pernil.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Marcio Milan, os preços das carnes vêm recuando nos últimos meses, mas ainda permanecem em patamar elevado. Ele explica que o cenário é resultado da estiagem e dos incêndios que afetaram as pastagens em 2024, aumentando os custos de produção. A valorização do dólar também incentivou as exportações, tradicionalmente mais intensas no segundo semestre, enquanto o aumento da renda interna ajudou a sustentar a demanda.

No mercado físico, o boi gordo manteve ritmo firme, sustentado pelo maior movimento no varejo. A Agrifatto reportou que a média nacional foi de R$ 298,82 por arroba, avanço diário de 0,06%, com escalas de abate estabilizadas em oito dias úteis. Em São Paulo, a arroba subiu 0,26%, chegando a R$ 309,77.

“O bom desempenho do físico reflete o fortalecimento do atacado, que segue em alta na segunda semana de outubro”, destacou a Agrifatto. A carcaça casada do boi subiu 1,2% frente à semana anterior, cotada a R$ 20,70/kg, com destaque para a ponta de agulha, que valorizou 3,09%, negociada a R$ 17,34/kg. O traseiro subiu 0,41% e o dianteiro 1,91%, confirmando a melhora gradual na demanda interna.

Na análise do Cepea, a carne no atacado da Grande São Paulo também se manteve firme, com valorização nos cortes com osso. A carcaça casada de boi fechou a R$ 21,59/kg à vista, o que equivale a uma arroba de R$ 323,85. A instituição também destaca a melhora na competitividade da carne bovina frente à carne de frango. 

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Gráfico Cepea – kg de frango para adquirir kg de dianteiro bovino

A relação de troca entre o dianteiro bovino e o frango inteiro atingiu 2,27 kg na média parcial de outubro, o menor patamar dos últimos cinco meses. Isso significa que são necessários 2,27 quilos de frango inteiro para comprar um quilo do dianteiro bovino, resultado 8,7% menor que em setembro e 4% inferior ao registrado em outubro do ano passado.

Atualmente, o dianteiro bovino está cotado a R$ 18,47/kg e o frango inteiro a R$ 8,15/kg, ambos à vista, indicando maior competitividade para a carne bovina no mercado doméstico.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda