Notícias

Com insumos cada vez mais limitados, Sistema de Plantio Direto pode auxiliar produtor rural na diminuição do uso de recursos

Podcast

Entrevista com Jonadan Ma – Presidente da FEBRAPDP sobre o Congresso de Plantio Direto

Prática que revolucionou a agricultura brasileira, o Sistema Plantio Direto (SPD) teve avanços significativos em seus quase 50 anos de existência, mas ainda enfrenta desafios e metas a serem atingidas, como saltar dos 36 milhões de hectares de Plantio Direto em 2020 no País para 48,5 milhões de hectares nos próximos 10 anos.

Com foco na sustentabilidade do ambiente produtivo, a conferência com o tema “Sistema Plantio Direto preservando o solo, a vida e as gerações futuras” marca nesta quarta-feira, dia 27 de outubro, o lançamento oficial do 1º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto e do 18º Encontro Nacional de Plantio Direto, a serem realizados em 2022. Os eventos têm promoção da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP) e da Confederação de Associações Americanas para Agricultura Sustentável (CAAPAS).

Para ministrar a conferência de lançamento, em formato on-line, a comissão organizadora convidou uma personalidade com representatividade em sua área de atuação, o professor João Carlos de Moraes Sá (Juca Sá), também presidente da Comissão Técnico-Científica da FEBRAPDP e coordenador do Projeto Nacional “Sistema Plantio Direto: base para Agricultura Sustentável” da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto em parceria com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).  A palestra é gratuita e será exibida às 15 horas, nas páginas da FEBRAPDP no Facebook (https://www.facebook.com/329665733801507/posts/3887712287996816/) ou no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=JVw7nzZ6rSM&ab_channel=Federa%C3%A7%C3%A3oPlantioDireto).

“O evento mundial será um marco histórico porque vamos celebrar 50 anos do Sistema Plantio Direto na América Latina, prática que começou em 1972 com o produtor Herbert Bartz, de Rolândia-PR, e, desde então, se espalhou pelo Brasil como uma das principais estratégias para a sustentabilidade do ambiente produtivo”, afirma Juca Sá.

De 1972 para cá, houve fases marcantes na evolução do Sistema Plantio Direto, desde as preocupações  em conseguir controlar a erosão, desenvolver máquinas para o plantio e manejo da palhada, fazer o controle de plantas daninhas, o manejo da acidez do solo através uso da calagem,  a  adaptação de cultivos de cobertura e rotação de cultivos para os distintos ambientes e a postulação dos princípios fundamentais que regem o SPD.

A partir de 2012, a qualidade do SPD veio à tona e  isso deixou muito claro que para ter sucesso com o Plantio Direto era preciso praticar os seus princípios, que são basicamente os três grandes pilares: o  não revolvimento do solo (restrito à linha de semeadura ou covas para mudas), a cobertura permanente do solo com plantas vivas ou palhada e, a diversificação de plantas na rotação de cultivos.

A assistência técnica ao produtor rural teve papel fundamental neste processo, bem como a atuação de cooperativas e entidades de produtores de diversos locais, em especial da FEBRAPDP, que motivadas conseguiram articular e implementar várias ações.

“Nesses 50 anos tivemos preocupações e incertezas, mas hoje passamos a entender o sistema como uma estratégia de produção de alimentos em harmonia com a natureza. Esse é o principal ganho”, afirma o professor Juca Sá.

“Estamos conscientes de que para aumentar a produção em SPD não precisamos derrubar sequer um pé de árvore. Temos informação e tecnologias para gerar um crescimento vertical e colocar o sistema nessa integração harmonizado com a natureza, ou seja, dentro desta visão mais recente de que preservar o ambiente é fundamental”, explica Juca Sá.

Dos 36 milhões de hectares em Plantio Direto no País em 2020, somente entre 10%  a 15% praticam o SPD fundamentado nos três pilares. “Cerca de 85% a 90% da área, que hoje é contabilizada como Plantio Direto, aplica um ou dois pilares. “Isto é, uma parcela expressiva dos produtores não estão aplicando os três princípios fundamentais  adequadamente”, afirma, acrescentando que em consequência a ocorrência da compactação e erosão dos solos têm sido noticiados.

Com o evento, diz o professor, a FEBRAPDP quer dar mais um pontapé para que o País chegue em 2030 com 12,54 milhões de hectares a mais em Plantio Direto. “E se chegarmos em 2030 a 48,5 milhões de hectares em Plantio Direto de grãos, sendo 35% a 50% em SPD (fundamentado nos três pilares) e não 10% a 15% como é hoje, daremos um passo gigante na agricultura brasileira”, prevê.

Dentro deste contexto, o professor vislumbra outros benefícios com o aumento da área em Sistema Plantio Direto. “Ampliando a área, teremos recuperação da vida e biodiversidade do solo, maior produtividade, sequestro de carbono, mitigação nos Gases de Efeito Estufa (GEE) e redução do impacto ambiental.  O SPD tem uma contribuição fabulosa nessa mitigação”, acrescenta.

Juca Sá destaca números relevantes sobre a Emissão de Gases de Efeito Estufa no Brasil, contabilizados no Relatório da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Mapa (2020). As emissões de 2019, contabilizadas em 2020, eram de 2,17 bilhões de toneladas de CO². Desse montante, as emissões envolvendo a mudança de uso da terra (basicamente referente ao desmatamento) responderam por 44%.

O relatório aponta que toda cadeia do agronegócio foi responsável por 592,3 milhões de toneladas de CO² equivalente, ou seja, 28%; a energia respondeu por 19%, ou 409 milhões de toneladas; a indústria por 5%, ou 101 milhões de toneladas de CO²; resíduos 4%.

“A boa notícia é que em 2020 o Plantio Direto, da forma como ele está, contribuiu em mitigar 59,5 milhões de toneladas de CO², ou seja, 10,4% das emissões do agronegócio. E, se praticarmos o sistema SPD na sua plenitude, podemos chegar a 211 milhões de toneladas de CO2, o que corresponderia a 35% do que o agro está emitindo”, enfatiza.

Juca Sá defende a implementação de um plano maciço de treinamento com o intuito de mostrar de uma forma consolidada, robusta e bem fundamentada para o setor do agronegócio, que é possível ganhar dinheiro preservando o meio ambiente. “Sem treinar as pessoas nós não vamos ter efetividade na implantação do SPD, alerta.

Para isso, a FEBRAPDP trabalha com foco no treinamento e ao mesmo tempo no desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção sem a necessidade de derrubar uma árvore e colaborar na preservação ambiental e das gerações futuras”, afirma.

Os sistemas sustentáveis, destaca Juca Sá, são aqueles que tecnicamente produzem muito, economicamente têm uma elevada lucratividade, ambientalmente preservam os recursos naturais e socialmente são justos e beneficiando a sociedade local, estadual e nacional.

“Não tem como falar em sustentabilidade se você abdicar de um desses pontos. É isso que temos que trabalhar, um sistema com essa visão, porque se aliarmos alta produtividade com preservação ambiental, às gerações futuras terão o legado do solo para se desenvolver”, complementa Juca Sá.

SERVIÇO

Lançamento oficial do 18°Encontro Nacional do Plantio Direto na Palha e 1° Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto

Data: 27 de outubro de 2021

Horário: 15 horas (horário de Brasília)

Onde: Facebook: https://www.facebook.com/329665733801507/posts/3887712287996816/

ou YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=JVw7nzZ6rSM&ab_channel=Federa%C3%A7%C3%A3oPlantioDireto

Mais informações: telefone (45) 98431-6606 / e-mail: [email protected]

 

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda