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Chuva forte no Sul atrasa trigo, enquanto seca impede plantio da soja no Brasil Central

Semana de 15 a 21 de setembro: A semana começa com mudança no tempo sobre o centro-sul do Brasil. Na segunda-feira (15), uma frente fria provoca chuva nos três estados da região Sul. Entre terça e quarta-feira, o sistema avança rapidamente pela costa do Sudeste, ajudando a espalhar instabilidades para o interior do país.

Apesar desse avanço, as precipitações no Sudeste e no Centro-Oeste serão irregulares e passageiras, insuficientes para recuperar a umidade do solo. Os maiores acumulados devem ocorrer no leste de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além do sul e oeste de Mato Grosso do Sul e oeste e noroeste de Mato Grosso, onde os volumes podem variar entre 10 e 30 mm.

Na segunda metade da semana, um novo sistema volta a atuar no Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul. Entre quinta e sexta-feira, a chuva será intensa e volumosa, superando os 70 mm em diversas localidades do centro e oeste gaúcho, com risco de ventania e granizo. Esse cenário pode provocar paralisações em campo e danos em lavouras, especialmente de trigo.

No Norte e Nordeste, as chuvas permanecem localizadas: pancadas isoladas no leste do Nordeste, episódios pontuais no norte do Maranhão e Pará, e precipitações mais expressivas no Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e sudoeste do Pará.

Já as temperaturas permanecem elevadas no interior do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba, com máximas próximas de 40 °C. Esse padrão aumenta o risco de queimadas e intensifica o estresse térmico em culturas como café e citrus.

Impactos nas principais culturas

Café: O calor e a falta de chuva mantêm o estresse hídrico nas áreas cafeeiras. Até meados da semana, as instabilidades mais relevantes atingem apenas a faixa leste do Sudeste. A expectativa é de pancadas mais generalizadas a partir do dia 20 de setembro, favorecendo o início da florada.

Soja: O plantio no Brasil Central segue comprometido nas áreas sem irrigação, devido ao tempo seco e às altas temperaturas. No Sul, os maiores acumulados passam de 70 mm no Rio Grande do Sul. No final da semana, a chegada de uma nova frente fria deve espalhar chuva moderada pelo Sudeste, Centro-Oeste e até pelo Matopiba, promovendo uma leve recuperação da umidade do solo.

Milho: As chuvas fortes no início da semana no Sul do Brasil atrapalham atividades em campo, principalmente no Rio Grande do Sul. No restante do país, o tempo segue seco e quente, agravando o estresse nas lavouras. A partir da quinta-feira, o avanço de outra frente fria aumenta os volumes de chuva também em Santa Catarina e Paraná, e até o final da semana as instabilidades alcançam o interior do país.

Cana-de-açúcar: O clima seco e o calor intenso predominam nas áreas produtoras, acentuando o estresse hídrico e térmico e ampliando o risco de queimadas. Mesmo com o avanço das frentes frias, as chuvas mais significativas ficam restritas ao litoral e não atingem de forma efetiva o interior do Sudeste e Centro-Oeste.

Trigo: A semana será desafiadora para os produtores do Sul. O Rio Grande do Sul terá volumes acima de 70 mm entre quinta e sexta-feira, acompanhados de risco de ventania e granizo. As chuvas se espalham também por Santa Catarina e Paraná. Esse excesso de umidade pode atrasar atividades e causar perdas em lavouras de trigo em fase final de desenvolvimento.

Além da atenção à semana de extremos, o produtor deve ficar atento à chegada de uma nova frente fria no final de semana, que poderá dar início a uma recuperação gradual da umidade no Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda