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CATI/CDRS começa a colheita dos cereais de inverno e prepara as sementes para a safra 2022

A chuva de 20mm que ocorreu no dia 15 de setembro em Manduri (SP) atrasou um pouco a colheita na Fazenda Ataliba Leonel, principal Núcleo de Produção de Sementes (NPS) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vinculado à Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS), mas foi festejada e muito bem vinda. E no primeiro dia de Primavera (22 de setembro) a colheita dos cereais de inverno finalmente começou e as sementes de nabo forrageiro, girassol, e aveias preta e branca estarão disponíveis para os produtores que se interessarem em promover uma rotação de culturas com ótimos ganhos em conservação do solo e possibilidade de renda extra a partir de março em todas as unidades da CATI/CDRS em todo o Estado de São Paulo. 

É o que garantem os engenheiros agrônomos Gerson Casentini Filho, diretor do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), e quem comanda todas as operações, do planejamento do plantio até a comercialização das sementes, no âmbito da CATI/CDRS, e também o engenheiro agrônomo Fernando Alves dos Santos, responsável pelo NPS de Ataliba Leonel, a maior área produtora de sementes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. “Este ano foram cultivados cerca de 550 hectares com os cereais de inverno e, provavelmente, ao final do processo de colheita, que incluem beneficiamento, classificação e comercialização, termos em torno de 320 toneladas de sementes destes cereais disponíveis”, comenta Fernando enquanto observa os campos e a fase de cada cultivo. É que as variadas cores dos lotes, observadas ao longe e do alto, mostram as diferentes fases da colheita, dependendo da época do plantio, por isso a colheita, que continuará sendo realizada nos próximos dias, será escalonada.

Feitas as colheitas, a Fazenda Ataliba Leonel se preparará para os plantios subsequentes, entre eles os milhos variedades AL, entre eles o Paraguaçu, Avaré e Piratininga, orgânico e convencional; soja; feijão e demais culturas que estão sendo planejadas para o próximo ano. A decisão sobre o quê, onde e quanto plantar depende de vários fatores, entre eles a demanda de mercado pelas sementes, as condições de clima e solo, as parcerias com a pesquisa do Instituto Agronômico (IAC) de Campinas, e a escolha dos melhores locais na extensa área da Fazenda Ataliba Leonel que tem 3.400 hectares, a metade deles agricultáveis e o restante mata nativa de onde são coletadas sementes para a obtenção de mudas produzidas e vendidas nos Núcleos de Produção de Mudas da CATI/CDRS. Tais unidades também pertencentes ao DSMM, do qual é diretor Casentini Filho. 

Vantagens dos cereais de inverno 

A grande vantagem dos cereais de inverno, tanto nas áreas do Governo do Estado, como a Fazenda Ataliba Leonel, quanto para os produtores, sejam eles pequenos, médios ou grandes é que cereais como triticale (resultado de cruzamento entre trigo e centeio) e as aveias preta e branca, assim como o nabo forrageiro e o girassol promovem vários benefícios como a maior ciclagem de nutrientes, a descompactação do solo, a redução de pragas e doenças, deixando uma boa palhada para os plantios de inverno. 

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“O nabo forrageiro é excelente adubação verde, as raízes do girassol descompactam o solo, a aveia branca tem boa demanda de comercialização para indústria, a aveia preta é excelente no manejo de pastagens sendo usada com ótimas propriedades nutricionais na alimentação animal. Mas, sobretudo, todas estas culturas de inverno fornecem uma adubação residual para a cultura principal, seja ela de milho ou soja”, argumenta Fernando Santos. 

“E ainda têm a vantagem de proporcionar economia na ração e/ou silagem oferecida aos animais no inverno, período de estiagem quando é necessária a suplementação alimentar de bovinos. Essa é uma das vantagens da opção pela aveia preta como cultivo de inverno pelos pecuaristas, pois ela é rica em proteína, conferindo um valor nutricional agregado à conservação do solo”, ensina o médico veterinário Braz Costa de Oliveira Júnior, responsável pelo beneficiamento de sementes na unidade do DSMM localizada em Avaré. 

Casentini completa: “os grãos do girassol variedade Multissol (cultivada neste inverno)  são usados na alimentação animal para pássaros e produção de silagem e, com as vantagens de descompactação do solo devido a ter raízes pivotantes e efeito alelopático, ou seja, suprime a emergência de ervas daninhas; a aveia branca alcança bons preços, sendo ótima para atender a demanda de mercado das indústrias; o triticale, que vem ganhando cada vez mais espaço como substituto do milho na composição da ração animal, inclusive com maior fornecimento de proteína quando comparado a este; e a aveia preta usada na reforma de pastagens e excelente fonte de proteína animal”. 

Mas a maior de todas as vantagens, afirmam de forma unânime os extensionsistas da CATI/CDRS, é o ganho em conservação do solo e manutenção das propriedades que irão garantir as safras futuras. “A maior riqueza que um produtor pode ter é a sua terra e os cereais e outros cultivos de inverno, seja quais forem as opções de uso final ou agregado, garantirão a sustentabilidade da propriedade para esta e as demais gerações, é lucro garantido”, afirma, com eloquência e certeza técnica, Gerson Casentini. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda