Notícias

Câmara do Cacau rejeita isenção tarifária para importação de amêndoa para atendimento do mercado interno

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau do Ministério da Agricultura rejeitou, em reunião extraordinária na sexta (10), um pedido feito para isentar tarifas de importação de amêndoas para atendimento do mercado interno.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião. A solicitação para isentar as tarifas de importação de amêndoas de cacau em bruto ou torrado foi feita pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

A solicitação da AIPC se baseou na Resolução do GMC nº 49/19 do Mercosul, que permite a redução da tarifa de importação a 0 ou 2%, para um volume e prazo predeterminados não podendo ultrapassar 365 dias.

O pedido requeria a redução da tarifa a 0% para importação de 86 mil toneladas do produto em um prazo de 365 dias a contar da aprovação do pedido. O volume pleiteado visa o atendimento do mercado interno. Refere-se a um volume adicional às importações já realizados na modalidade de drawback, que obriga a reexportação do equivalente em produto processado.

A justificativa dos representantes das indústrias processadoras foi a possibilidade de desabastecimento e pelo possível aumento na demanda no mercado nacional por derivados de cacau.

“Ao analisar os dados dos últimos dez anos, verifica-se que foram recebidas da produção nacional, na média, 188,7 mil toneladas de cacau e importados 44,9 mil toneladas pelo regime de
drawback”, explicou o coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, que apresentou durante a reunião uma análise do setor para avaliação do eventual risco de desabastecimento.

De acordo com ele, considerando o balanço de oferta (recebimento nacional + importação via drawback) e demanda (processamento industrial) dos últimos dez anos, há estoque para sustentação de eventuais quebras de safra não drástica.

“A importação do volume requerido de 86 mil toneladas se justificaria caso houvesse potencial redução no recebimento de 46%, em relação à média histórica, ou uma ampliação de volume equivalente no processamento para atendimento do mercado interno” disse.

Segundo ele, “os dados demonstraram que o volume demandado, para suplementação da demanda, com isenção tarifária é muito acima do que uma eventual quebra de safra poderia oferecer de déficit. Isso demonstra um forte potencial de impacto no balanço de oferta e demanda do mercado, caso seja confirmada”.

A recomendação de Silva, que também é consultor técnico da Câmara, foi pela não aceitação do pedido da indústria até que houvesse números oficiais que justifiquem de fato o risco de desabastecimento e a real necessidade de suplementação.

“A recomendação vai de encontro e se complementa com as informações fornecidas pelos representantes dos principais estados produtores na reunião, que argumentaram a não existência de uma potencial quebra de safra expressiva.”

No entanto, segundo Silva a medida não se caracteriza como uma restrição à importação para destinação de amêndoas para o mercado interno, que continua autorizada com a cobrança de 10% de Imposto de Importação.

Após as apresentações, a Câmara, por maioria, se mostrou contrária à aprovação do pedido da AIPC. Como encaminhamento, a Câmara Setorial enviará a decisão ao Mapa, que deverá tomar sua posição diante da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda