Notícias

Café solúvel: tarifaço derruba exportação aos EUA em 60% ante ago/24

export-eua-1024x614

Após a entrada em vigência do tarifaço de 50% imposto pelo governo Donald Trump ao café solúvel brasileiro a ser exportado para os Estados Unidos, os embarques do produto nacional ao mercado americano, em agosto, despencaram 59,9% na comparação com o mesmo mês de 2024 e 50,1% em relação a julho deste ano, somando o equivalente a apenas 26.460 sacas de 60 kg.

“Essa queda brusca é muito preocupante e frustra a expectativa que tínhamos de quebrar novo recorde nas exportações de café solúvel em 2025, superando os 4,093 milhões de sacas do ano passado”, lamenta o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), Aguinaldo Lima.

Com o tamanho do impacto diagnosticado no primeiro mês de tarifaço, ele comenta que a entidade, em parceria com os representantes dos demais segmentos da cadeia produtiva, como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), por exemplo, segue trabalhando em estratégias conjuntas com as autoridades brasileiras e os clientes nos EUA.

“Essa taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos. Precisamos abrir canais para que alcancemos uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e Estados Unidos”, argumenta.

Lima recorda, também, que, além do tarifaço imposto pelos EUA, os cafés solúveis brasileiros ainda sofrem com tarifas aplicadas por várias nações. “O Brasil é um país de poucos acordos comerciais e isso dificulta nossa competividade. É fundamental que o governo brasileiro seja mais agressivo em fechar esses acordos para proporcionar que nossas indústrias possam ampliar seus negócios, gerar mais receita aos cofres do país e permitir que permaneçamos na liderança do segmento”, recomenda.

EXPORTAÇÕES

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, de acordo com os dados da plataforma ABICS Data, as exportações brasileiras de café solúvel totalizaram, para 88 países, o equivalente a 2,508 milhões de sacas, volume 3,9% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2024. “Esse desempenho já tem impacto do tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos para a entrada do produto nacional no país”, reforça o executivo da ABICS.

1-export

Em receita cambial, contudo, a performance é positiva, com os ingressos de US$ 760,8 milhões sendo 33% superiores ao montante aferido entre janeiro e agosto de 2024. “Quando analisamos os valores, notamos que o crescimento se deve aos elevados preços do café como um todo, inclusive do solúvel, no mercado internacional, o que nos faz crer que poderemos superar US$ 1 bilhão em 2025, ultrapassando os US$ 950 milhões do ano passado e estabelecendo uma nova marca histórica”, projeta.

2-receita

 PRINCIPAIS IMPORTADORES

Apesar da queda motivada pelo tarifaço em agosto, os EUA ainda lideram o ranking dos principais parceiros comerciais dos cafés solúveis do Brasil no acumulado de 2025, com a importação de 443.179 sacas, volume 3,7% menor do que o adquirido nos mesmos oito meses de 2024. Fechando o top 3, aparecem Argentina, com 236.454 sacas (+88,3%), e Rússia, com 188.041 sacas (+16,8%).

“Entre os principais destinos do café solúvel brasileiro neste ano, chamam a atenção a Colômbia, com importação de 82,7 mil sacas; Vietnã, com 72,4 mil sacas; e Malásia, com 68,8 mil sacas, que também são países produtores de café em grão e solúvel e passam a figurar no top 15 do ranking”, aponta Lima.

3-destinos

MERCADO INTERNO

Também de acordo com dados da Abics, os brasileiros consumiram 17,623 mil toneladas (o equivalente a 763.645 sacas) de café solúvel no acumulado entre janeiro e o fim de agosto de 2025, apresentando um crescimento de 4,7% na comparação com o mesmo intervalo de oito meses em 2024.

Por tipo de produto consumido, observa-se um avanço de 11,3% no freeze dried (liofilizado), para 2,036 mil toneladas, e de 3,9% no spray dried (em pó), a 15,586 mil toneladas. O consumo de todos os tipos de café solúvel importado – já incluídos no compilado total de spray e freeze dried – também apresentou elevação, de 30,7%.

4-consumo

“O mercado interno continua respondendo muito positivamente aos investimentos que nossos industriais vêm realizando para otimizar, ainda mais, a qualidade e apresentar novos produtos, ampliando o leque de diversidade. Aliam-se a isso a praticidade de preparo e o fato de o café solúvel ter preços mais acessíveis que os demais em um período de cotações elevadas”, conclui o diretor executivo da ABICS.

ABICS TEM NOVO PRESIDENTE

Bruno Giestas, diretor comercial da Realcafé, assumiu interinamente a presidência da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel, em setembro, sucedendo o até então presidente Fabio Sato, que se aposentou. Ele exercerá a função até abril de 2026, quando será realizada eleição para a definição da nova diretoria da entidade.

“É uma honra e uma grande responsabilidade dar sequência ao trabalho que o Fabio desempenhou, junto com toda a equipe da ABICS, em prol dos cafés solúveis do Brasil. Temos muitos desafios e o momento é de muita preocupação e atenção em função da tarifa imposta pelos EUA, nosso maior cliente há décadas, além das demais taxas existentes em outros importantes compradores de nossos cafés solúveis”, conclui.

 

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda