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Café fecha estável em NY nesta 2ª feira (10) e negócios no Brasil permanecem restritos

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Os preços do café arábica negociados na Bolsa de Nova York fecharam próximos da estabilidade nesta segunda-feira (10), em uma sessão marcada pelo equilíbrio entre fatores de pressão e de sustentação para as cotações, mas ainda testando momentos de volatilidade. Como explicou o corretor de café Fabiano Odebrecht, de um lado, o avanço da colheita brasileira e o clima mais seco nas principais regiões produtoras aumentam a disponibilidade do produto no curto prazo. De outro, os estoques certificados da ICE permanecem em níveis historicamente baixos, enquanto as incertezas climáticas mantêm a oferta mundial sob atenção.

Assim, o pregão terminou com os principais vencimentos recuando timidamente, entre 130 e 325 pontos, com o setembro cotado a 332,30 centavos de dólar por libra-peso e o março/27 a 304,55 cents/lb. 

O avanço da colheita no Brasil segue como um dos principais fatores de pressão sobre o mercado, mas também atua como um alimento sempre presente para a volatilidade. Com a entrada de novas ofertas, o cenário de disponibilidade imediata melhora e reduz parte do suporte observado nas últimas semanas. Na região da Expocacer, por exemplo, os trabalhos de campo alcançaram os 74% da área. “Na comparação com a safra anterior, que foi menor em volume frente à temporada atual, há leve atraso, uma vez que os trabalhos estavam em 80% nessa mesma época em 2025”, informou a cooperativa.

Assim, as condições climáticas permanecem no radar dos investidores. O tempo mais seco favorece o andamento dos trabalhos de campo e da colheita brasileira, mas, ao mesmo tempo, mantém o mercado atento ao comportamento das chuvas e às condições para o desenvolvimento da próxima safra. E os mapas climáticos seguem indicando algumas chuvas para o sudeste brasileiro, o que mantém os cafeicultores em alerta constante. O padrão, porém, não é o mesmo para todas as áreas de produção, o que ajuda a manter o mercado também volátil e, consequentemente, o produtor na defensiva. 

“Até o próximo dia 12 de agosto, os modelos meteorológicos indicam manutenção do tempo seco, sem previsão de chuvas na região do Cerrado Mineiro. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 31°C, enquanto as mínimas ficam entre 13°C e 17°C, mantendo elevada amplitude térmica. A continuidade das condições secas, conforme os técnicos da Expocacer, tende a favorecer o avanço das operações de colheita e a secagem dos cafés nos terreiros. A ausência de chuvas também contribuirá para a redução gradual da umidade do solo, especialmente caso esse modelo climático persista”, complementa a Expocacer.

Em Nova Iorque, todavia, esse cenário de recuo tem sido limitado pela situação ainda apertada dos estoques globais.Os estoques certificados de arábica monitorados pela ICE seguem próximos das mínimas observadas nos últimos anos, sinalizando que, apesar da entrada da nova safra brasileira, a disponibilidade de café de qualidade e prontamente acessível ao mercado internacional permanece um ponto de atenção.

Assim, o mercado permanece dividido entre a pressão sazonal provocada pela colheita brasileira e a necessidade de recomposição dos estoques internacionais. Enquanto a entrada de café da safra brasileira tende a aliviar a oferta no curto prazo, os estoques ainda ajustados e as incertezas climáticas impedem uma deterioração mais acentuada das cotações.

Como explicou o gerente da mesa de negócios da Minasul e analista de mercado Heberson Sastre, “este é um movimento típico de semana que tem vencimento de opções. O vencimento é na sexta, depois das opções tem o primeiro dia de entrega na outra semana, então, essa volatilidade é comum. E o setembro oscilando acaba trazendo oscilação para o dezembro também, o que influencia no preço do café físico. Ordens continuam colocadas a R$ 2 mil, não sei se o mercado vai chegar lá, tinha que subir mais. Se vai ainda nesta semana não sei, mas a cara do mercado me parece boa”. 

NO BRASIL, POUCOS NEGÓCIOS EFETIVADOS

Para o mercado brasileiro, a estabilidade em Nova York mantém as atenções voltadas também ao câmbio e ao ritmo de comercialização da safra. A combinação entre os preços internacionais, o comportamento do dólar e a disponibilidade de café no país deve continuar determinando a formação das referências internas ao longo dos próximos dias, porém, o ritmo de negócios ainda é tímido. 

“O mercado físico está bem cauteloso. Com Nova York oscilando muito, fica difícil formar preço e fechar negócio. Hoje conseguimos comprar café da safra passada na região de Apucarana, no Paraná, na faixa de R$ 1.600,00 por saca”, explica Fabiano Odebrecht. “Tem saído poucos negócios. O vendedor está pedindo mais, enquanto o comprador segue cauteloso, principalmente com Nova York oscilando desse jeito”, adiciona o corretor.

Nesta segunda-feira, o dólar voltou a subir, superou os R$ 5,10 e contribuiu para a formação de referências melhores no mercado nacional, ou atuou ao menos como um suporte para as cotações. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda