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Café cai forte em Nova York com avanço da colheita no Brasil e dólar forte; robusta sobe em Londres

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Os contratos futuros do café arábica registraram fortes perdas na Bolsa de Nova Iorque e terminaram o dia em campo negativo nesta segunda-feira (3). Segundo explicam analistas e consultores de mercado, um movimento de liquidação que reflete principalmente a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil e o fortalecimento do dólar frente ao real agiu como um das frentes de pressão sobre as cotações.

As perdas entre as posições mais negociadas do arábica foram de 2,9% a 3,3%, levando o setembro a 321,15 e o março/27 a 296,60 cents/lb. Os preços cederam durante todo o dia, foram em um movimento contrário das demais agrícolas e acompanharam também as perdas agressivas que o petróleo registrou neste início de semana, com o mercado reagindo à possibilidade de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos. As perdas entre brent e WTI passaram de 5%. 

Depois de um período marcado por chuvas que atrasaram o ritmo da colheita em parte do cinturão cafeeiro brasileiro, o retorno do tempo mais seco tem favorecido o avanço dos trabalhos no campo, reduzindo as preocupações imediatas com a oferta. Com isso, o mercado passa a precificar uma entrada mais acelerada de café no circuito comercial, pressionando as cotações internacionais. 

Ainda assim, há alguns pontos que seguem preocupando e sendo acometidos por chuvas fora de época que limitam o ritmo dos trabalhos de campo. Dados reportados pela Expocacer nesta segunda-feira mostraram que o mês de julho terminou com 66% de área de atuação da cooperativa em 66%, contra 70% do mesmo período do ano passado. “Na semana passada, trabalhos foram parcialmente impactados por chuvas acima do previsto, desacelerando a colheita mecanizada, o recolhimento de café de chão e o transporte”, trouxe o boletim semanal da cooperativa. 

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Além do clima, outro fator de peso nesta sessão é a valorização do dólar em relação ao real. Um câmbio mais favorável amplia a competitividade das exportações brasileiras e tende a estimular a comercialização por parte dos produtores e exportadores, aumentando a percepção de disponibilidade do produto no mercado internacional e reforçando a pressão sobre os futuros. Nesta segunda, a divisa deu início a agosto com força frente ao real e volta aos R$ 5,09. 

O movimento ocorre após semanas de elevada volatilidade, em que as cotações chegaram a encontrar sustentação diante das incertezas sobre o desenvolvimento da safra brasileira e dos impactos provocados pelas chuvas durante a colheita. Agora, com o retorno do tempo firme, o mercado reduz parte do prêmio climático incorporado aos preços.

Os operadores também acompanham o comportamento dos fundos de investimento, que ampliam a realização de lucros depois da recuperação observada no fim da semana passada. O aumento da aversão ao risco em alguns mercados e o fortalecimento da moeda norte-americana contribuem para esse movimento de ajuste nas commodities agrícolas.

Apesar das perdas desta segunda-feira, analistas seguem atentos ao ritmo efetivo da colheita, à qualidade dos grãos e ao comportamento das exportações brasileiras nas próximas semanas. Embora o clima mais seco favoreça os trabalhos no campo, a avaliação da qualidade da safra continuará sendo um fator importante para a formação dos preços nos mercados internacionais.

Assim, o mercado inicia a semana sob forte pressão, com os investidores reposicionando suas apostas diante da melhora das condições para a oferta brasileira e do impacto do câmbio sobre a competitividade do maior produtor e exportador mundial de café.

NA CONTRAMÃO, ROBUSTA SOBE EM LONDRES

Na contramão do arábica, os futuros do café robusta fecharam o pregão desta segunda-feira em alta na bolsa de Londres. Os ganhos variavam de US$ 4,00  a US$ 14,00 por tonelada, com o setembro fechando o dia com US$ 3786,00 por tonelada, e o janeiro/27 com US$ 3756,00. 

O mercado encerra a a sessão com leves altas, sustentado por um movimento de cobertura de posições vendidas e pela percepção de que a oferta da variedade segue mais ajustada no mercado físico. Enquanto o avanço da colheita brasileira pesa diretamente sobre o arábica, os operadores avaliam que o robusta ainda encontra suporte em estoques globais relativamente apertados e na demanda firme da indústria de café solúvel e dos blends, ainda como explicam analistas e consultores internacionais.

Esteve também no radar dos traders, nesta segunda, os dados que mostraram que as exportações vietnamitas aumentaram, de janeiro a julho, 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda