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Brasil tem exportações recordes em outubro apesar de forte queda de embarques para os EUA

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Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$6,964 bilhões em outubro, uma alta de 70,2% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, com exportação recorde para o mês e um recuo nas importações, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira.

Os dados da pasta mostram que o país registrou crescimento nas vendas ao exterior mesmo diante de uma queda mais profunda nas exportações para os Estados Unidos, sob impacto do tarifaço sobre produtos brasileiros, mas também de uma demanda menor do país norte-americano mesmo em áreas não tarifadas.

O saldo comercial de outubro veio acima de expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$6,2 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$31,975 bilhões no mês passado, uma alta de 9,1% em relação a outubro de 2024. O movimento foi explicado por um crescimento de 10,3% no volume de produtos embarcados para o exterior, apesar de uma queda de 0,9% no preço médio dos itens.

No mês passado, as exportações da indústria extrativa avançaram 22%, impulsionadas por petróleo e minério de ferro. Também se destacou a agropecuária, com uma alta de 21% puxada por soja e café, seguida da indústria de transformação, com elevação de 0,7%.

No recorte por regiões, os dados mostram perda de participação cada vez maior dos EUA. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas para o país norte-americano apresentaram recuos de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro.

A participação dos EUA no total das exportações brasileiras despencou de 12,2% em outubro de 2024 para 6,9% no mês passado. No mesmo período, a fatia da China subiu de 23,6% para 28,8%.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, disse que a retração nos embarques para os EUA não está limitada aos produtos tarifados.

“Possivelmente não é só um efeito direto de tarifas… Mesmo produtos que não foram tarifados estão caindo na exportação para os EUA”, disse, argumentando ser provável que haja uma demanda menor do país para produtos em geral.

“Combustíveis, por exemplo, não foram tarifados e estão caindo as exportações desse produto para os EUA, assim como celulose e ferro gusa, que estão entre as principais quedas.”As importações, por outro lado, caíram 0,8% em outubro, totalizando US$25,011 bilhões. Nesse caso, houve recuo de 2% no volume importado, enquanto o preço médio subiu 0,8%.

Brandão disse que o principal determinante para o desempenho das importações é a demanda do setor produtivo nacional, impactada pelo desempenho da economia, que tem apresentado arrefecimento no período recente em meio ao aperto monetário promovido pelo Banco Central.

“Na medida em que a economia desacelera, a demanda cai e cai a demanda por importados. Essa desaceleração da importação nos últimos meses está ligada a uma menor atividade econômica”, afirmou.

No acumulado de janeiro a outubro, o saldo comercial foi de US$52,394 bilhões, uma queda de 16,6% em relação ao observado no mesmo período de 2024. No período, as exportações somaram US$289,731 bilhões (+1,9%), e as importações, US$237,336 bilhões (+7,1%).

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda