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Apesar de perspectiva positiva, indústria não consegue repasses e preços da carne suína caem em outubro

O mês de outubro foi negativo para os preços da suinocultura brasileira. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, o ritmo de negócios ao longo da cadeia evoluiu de maneira truncada.

O analista aponta que o cenário da carne foi desafiador e a indústria não conseguiu repassar preços, o que acabou impactando também a dinâmica do vivo. “A indústria atuou com cautela nas compras, então por mais que o suinicultor sinalizou que a oferta de animais esteve sob controle, os preços do vivo não conseguiram encontrar espaço para altas”, explicou.

Outro ponto positivo, de acordo com Maia, é a exportação. “Os trabalhos continuam apresentando números robustos, favorecendo enxugamento da disponibilidade doméstica”, disse.

Maia explica que, olhando para frente, o início de novembro traz uma perspectiva mais otimista. A entrada dos salários na economia, somada ao pagamento do 13o e à aproximação das festividades de fim de ano – período tradicionalmente marcado pelo aumento no consumo de carne suína – tende a favorecer a recuperação da demanda interna. O analista conclui afirmando que o movimento pode contribuir para uma melhora nos preços e para um equilíbrio do mercado no curto prazo.

Preços

Levantamento de Safras & Mercado apontou que o mercado de suíno vivo no Brasil registrou queda nos preços em outubro nas principais praças do país. A média de preços do Centro-Sul caiu 1,11%, passando de R$ 7,97 para R$ 7,89 por quilo.

A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 0,79%, passando de R$ 13,51 para R$ 13,40. A carcaça teve desvalorização de 1,78%, passando de R$ 12,61 para R$ 12,38.

A análise mensal de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi de R$ 168,00 para R$ 166,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 6,75 e no interior do estado foi de R$ 8,45 para R$ 8,40.

Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,70 e no interior catarinense de R$ 8,45 para R$ 8,30. No Paraná, o preço do quilo vivo registrou baixa de R$ 8,60 para R$ 8,40 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 6,90.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande teve decréscimo de R$ 8,10 para R$ 8,00 e, na integração, estabilidade de R$ 6,70. Em Goiânia, os preços recuaram de R$ 8,10 para R$ 8,00. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram desvalorização de R$ 8,40 para R$ 8,30 e, no mercado independente, de R$ 8,60 para R$ 8,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve perda de R$ 8,20 para R$ 8,00 e, na integração do estado, continuou em R$ 7,20.

Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 272,360 milhões em outubro (18 dias úteis), com média diária de US$ 15,131 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 106,487 mil toneladas, com média diária de 5,916 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.557,7.

Em relação a outubro de 2024, houve avanço de 13% no valor médio diário, alta de 11,9% na quantidade média diária e elevação de 1% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda