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Preparo antecipado do solo ganha peso na safra de arroz 2026/27 sob El Niño

O início do ciclo da safra de arroz irrigado de 2026/27 no Sul do Brasil combina dois fatores de pressão. O primeiro é de margem: o SindArroz-SC (Sindicato das Indústria de Arroz de Santa Catarina) registra recuperação do saco, de R$ 48-50 no auge da crise da safra 25/26 para cerca de R$ 70 nas últimas semanas, patamar que, na abertura do ciclo anterior, a própria entidade situava abaixo do custo de produção estimado em R$ 75 por saca. 

O segundo é climático. Com o El Niño configurado e previsão de chuva acima da média, o SindArroz-SC projeta uma safra dentro do patamar normal, com possível redução de cerca de 10% na produtividade, e sinaliza atenção ao manejo da água, à saúde das lavouras e à qualidade dos grãos. 

O quadro nacional reforça a pressão por eficiência. Segundo o 10º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área nacional de arroz recuou 13,9% na safra 2025/26, com a produção caindo 13,2%. No arroz irrigado especificamente, a produtividade média nacional recuou 2,2%, para 8.284 kg/ha. A Conab atribui a retração de área às condições de mercado e aos custos de produção, não ao clima. 

Segundo Douglas Vaz-Tostes, especialista em nutrição de lavouras do Grupo GIROAgro, não é mais possível dissociar o manejo climático do nutricional. “A escolha correta dos fertilizantes impacta diretamente a eficiência do sistema produtivo. Quando o produtor aplica o nutriente certo, na dose e no momento adequados, reduz perdas e preserva o potencial produtivo, mesmo em cenários adversos”, afirma.

As Recomendações Técnicas da Pesquisa para o Sul do Brasil, publicadas pela Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado (Sosbai) em 2025, listam entre as medidas para reduzir o impacto do excesso de precipitação a preferência por sistemas em que a semeadura seja menos afetada pela chuva, com destaque para o cultivo mínimo com preparo antecipado da área, o pré-germinado e o sistema mix, em detrimento do convencional.

O documento também registra que, em anos de El Niño, o excesso de precipitação na primavera contribui para o atraso da semeadura no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, onde predomina o sistema pré-germinado, o impacto sobre a operação de semeadura tende a ser menor, o que desloca a atenção para outros pontos do manejo. 

“Com esse cenário, tecnologias que favoreçam o desenvolvimento radicular, a eficiência fotossintética e o equilíbrio nutricional das plantas ganham uma grande importância. Quem entende essa relação entre o clima, o solo e a nutrição estará mais preparado para proteger o potencial produtivo de suas lavouras. Afinal, o clima não pode ser controlado, mas podemos preparar melhor as plantas para enfrentar os desafios que ele impõe.” afirma Douglas.

Um dos pontos menos discutidos fora do meio técnico é a toxicidade por ácidos orgânicos. A fermentação da matéria orgânica em solos alagados produz compostos que podem ser tóxicos ao arroz nas fases iniciais, comprometendo germinação, crescimento radicular e estatura da planta. A Sosbai recomenda manejar os resíduos vegetais com antecedência mínima de 30 dias em relação à semeadura, sobretudo quando o volume ultrapassa 4 toneladas por hectare de matéria seca.

O calendário de campo já reflete essa lógica. No Rio Grande do Sul, a Conab registrou que as operações pós-colheita da safra 25/26 se concentraram na sistematização dos quadros e no revolvimento do solo para incorporação da palhada, além da semeadura de culturas de cobertura de inverno voltada à estruturação física e química do solo.

“Quando falamos de regiões que terão possivelmente excesso de chuva, aumentam-se as perdas de nutrientes por lixiviação. Já as regiões que serão acometidas por períodos de estiagem, a absorção fica limitada pela menor disponibilidade de água e pelo menor desenvolvimento do sistema radicular das culturas. Por isso a nutrição deixa de ser apenas fornecimento de nutrientes, nesse momento, e passa a ser uma ferramenta para aumentar a resiliência da lavoura”.

No sistema de semeadura em solo seco, a primeira adubação de cobertura com nitrogênio deve ser seguida da inundação da lavoura no menor prazo possível, a recomendação técnica indica no máximo três dias entre a aplicação e a entrada da água. No sistema pré-germinado, a adubação nitrogenada na semeadura não é recomendada, pelo elevado risco de perda do elemento e pela baixa exigência da cultura na fase inicial. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda