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Ibovespa fecha em queda com cena corporativa em foco; Petrobras PN cai 3%

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 7 Ago (Reuters) – O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista nesta sexta-feira, com o Ibovespa fechando na mínima em um mês, em meio à repercussão de uma nova bateria de resultados corporativos, com Petrobras entre as maiores pressões, mesmo após um dos maiores lucros trimestrais da sua história.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,73%, para 172.513,42 pontos, chegando a 172.131,20 na mínima do dia. No melhor momento, nos primeiros negócios, avançou a 176.116,84 pontos. 

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Na semana, o Ibovespa acumulou uma perda de 3,08%.

Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, houve um combo de notícias locais que acabaram pesando no Ibovespa.

Do lado corporativo, ele destacou a indicação da Petrobras de que é muito improvável o pagamento de dividendos extraordinários neste ano, enquanto os resultados de Lojas Renner e Magalu foram bem ruins, contaminando o setor. Em paralelo, acrescentou, há a pressão oriunda do quadro fiscal do país e expectativa sobre a eleição.

“Tudo isso afasta ainda mais o estrangeiro, que não vê nenhum gatilho no curto prazo para manter recurso na bolsa brasileira”, afirmou. “Hoje, me pareceu um pouco um cenário de ‘jogando a toalha'”, acrescentou, citando a forte queda de ações blue chips como Itaú, além da Petrobras.

“O mercado local está muito barato ainda, isso justifica o movimento mais lateralizado das últimas semanas/meses, mas conforme a sensação de piora dos fundamentos da economia aumenta, pode cair mais”, avaliou.

“Os últimos dados de atividade econômica mostram uma desaceleração, inadimplência alta, dívida do país subindo. Sem um choque nas expectativas, fica difícil mudar a tendência”, acrescentou Pedroso.

Investidores também analisaram dados do mercado de trabalho norte-americano, que registrou o fechamento de 23 mil postos no mês passado, ante previsão de abertura de 80 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,2% em junho para 4,1% em julho.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,62%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava a 4,6433% no final da tarde, de 4,6882% na véspera.

 

DESTAQUES

• PETROBRAS PN caiu 2,99% e PETROBRAS ON cedeu 3,42%, abandonando o sinal positivo da abertura, mesmo após divulgar na véspera lucro líquido de R$52,4 bilhões entre abril e junho, o terceiro maior lucro líquido trimestral de sua história, impulsionado pelo aumento da produção, pelas maiores exportações de petróleo e pela forte alta dos preços internacionais da commodity. O CFO da estatal afirmou nesta sexta-feira que é muito pouco provável que se pague dividendos extraordinários este ano. No exterior, o barril do petróleo Brent fechou em alta de 1,29%.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 2,58%, com a maioria das ações de bancos do Ibovespa com sinal negativo nesta sexta-feira. Dados do Banco Central mostraram que a caderneta de poupança no Brasil registrou em julho retiradas líquidas de R$7,153 bilhões, maior volume de saques desde março. Na visão de analistas do Citi, as tendências de endividamento das pessoas físicas continuam preocupantes. No setor, BRADESCO PN recuou 2,2%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,08% e BTG PACTUAL UNIT caiu 4,07%. SANTANDER BRASIL UNIT ficou estável.

• VALE ON encerrou em baixa de 0,56%, contaminada pelo viés vendedor na bolsa, após avançar quase 1% na máxima do dia, em pregão marcado pela alta dos preços do minério de ferro na China. O contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão em alta de 0,35%.

• LOJAS RENNER ON desabou 8,09%, após a varejista cortar previsão de vendas para o ano, depois de um segundo trimestre mais fraco do que o planejado, com redução do fluxo de clientes nas lojas físicas durante a Copa do Mundo em intensidade superior à observada historicamente, bem como efeitos de um cenário macroeconômico mais desafiador. No pior momento, caiu mais de 15%. A companhia aposta em novas lojas e base fraca de comparação para acelerar as vendas no segundo semestre, com expectativa de margem bruta estável.

• MAGAZINE LUIZA ON perdeu 3,72%, tendo como pano de fundo um prejuízo de R$50,4 milhões no segundo trimestre, revertendo resultado positivo registrado um ano antes, com queda em receita.

• ASSAÍ ON caiu 2,94%, após o balanço do segundo trimestre mostrar um resultado pressionado pelo ambiente de consumo ainda desafiador, com a receita líquida crescendo apenas 0,9%.

• FLEURY ON disparou 9,73%, refletindo a repercussão positiva do balanço robusto do segundo trimestre, que mostrou lucro líquido de R$221,9 milhões no segundo trimestre, alta de 45,7% em relação ao mesmo período do ano passado, acima das previsões no mercado. Na teleconferência de resultados nesta sexta-feira, a administração também apresentou uma perspectiva otimista para o segundo semestre, de acordo com analistas do Citi.

• ALPARGATAS PN, que não faz parte do Ibovespa, saltou 10,36%, tocando uma máxima intradia em cinco meses, após a dona da marca Havaianas quase dobrar o lucro no segundo trimestre, com expansão de receita e melhora em margens.

(Por Paula Arend Laier, edição Alberto Alerigi Jr. e Igor Sodré)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda