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Milho dispara quase 2% em Chicago com tensão no Mar Negro e rali do trigo; B3 recua com avanço da safrinha, mas físico segue firme

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Milho dispara quase 2% em Chicago com tensão no Mar Negro e rali do trigo; B3 recua com avanço da safrinha, mas físico segue firme

Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago registraram forte valorização nesta segunda-feira (3), com ganhos próximos de 2% entre os principais vencimentos. O mercado foi impulsionado principalmente pela disparada do trigo, que voltou a incorporar um prêmio de risco diante da escalada das tensões geopolíticas na região do Mar Negro, importante corredor mundial de exportação de grãos.

Assim, os contratos mais negociados na CBOT terminaram o pregão subindo mais de 8 pontos, levando o setembro a US$ 4,49 e o março/27 a US$ 4,72 por bushel. No trigo, os ganhos foram semelhantes. 

O avanço das preocupações com o fluxo de embarques na região reacendeu temores sobre a oferta global de trigo e acabou contaminando também os mercados de milho e soja, uma vez que os cereais competem diretamente na formulação de rações e em diversos mercados consumidores. Sempre que há riscos de redução na disponibilidade de trigo, parte da demanda tende a migrar para o milho, fortalecendo as cotações do cereal.

“As questões envolvendo o Mar Negro continuam trazendo volatilidade. Além das interrupções nas exportações de grãos, Rússia e Ucrânia seguem mirando refinarias de petróleo, o que causa impacto direto no complexo de biocombustíveis e, de quebra, puxa o milho na carona”, traz o time de análises da Agrinvest Commodities.

Além do fator geopolítico, o movimento também foi favorecido pela atuação dos fundos de investimento, que voltaram às compras diante do aumento da aversão ao risco e da necessidade de recomposição de posições vendidas, como explicam analistas e consultores de mercado. O resultado foi uma sessão de forte recuperação para o milho, que recuperou parte das perdas registradas recentemente.

Apesar da alta expressiva desta segunda-feira, os operadores seguem atentos ao desenvolvimento da safra norte-americana. As boas condições das lavouras nos Estados Unidos continuam limitando movimentos mais agressivos de valorização, já que o mercado ainda trabalha com a perspectiva de uma produção robusta na temporada 2026/27. Assim, o cenário geopolítico tende a continuar sendo o principal vetor de volatilidade no curto prazo, mas com o clima para o Corn Belt indicando condições mais favoráveis para os próximos dias.

B3 FECHA EM BAIXA COM PRESSÃO DA COLHEITA

No mercado brasileiro, o comportamento foi distinto. Os contratos futuros do milho negociados na B3 operaram em baixa ao longo da sessão, pressionados pelo avanço da colheita da segunda safra, que amplia gradualmente a disponibilidade do cereal no mercado interno. E assim, concluíram o dia perdendo entre 0,4% e 0,7% nas posições mais negociadas, com o setembro fechando em R$ 68,73 e o março/27 em R$ 78,59 por saca. 

Com a entrada de volumes cada vez maiores da safrinha, compradores encontram maior oferta para negociação, o que pesa sobre as cotações futuras. Além disso, parte dos produtores intensifica a comercialização para liberar espaço nos armazéns e fazer caixa, aumentando a pressão sobre os vencimentos mais próximos.

Ainda assim, as perdas na bolsa brasileira foram limitadas pelo desempenho positivo de Chicago e pelo comportamento do mercado físico, que segue apresentando firmeza em diversas regiões produtoras. O dólar em alta também favoreceu para conter o recuo no mercado futuro brasileiro. 

MERCADO FÍSICO CONTINUA SUSTENTADO

No mercado disponível, as cotações permanecem resilientes mesmo com o avanço da colheita. A comercialização continua relativamente lenta, já que muitos produtores seguem capitalizados e optam por reter parte da produção à espera de preços mais elevados nos próximos meses.

Do lado da demanda, consumidores permanecem ativos nas compras, especialmente indústrias de ração, produtores de proteína animal e usinas de etanol de milho, mantendo boa disputa pelos lotes disponíveis em diversas praças.

Além disso, a melhora da paridade de exportação e a valorização do milho em Chicago contribuem para sustentar os preços internos, impedindo quedas mais intensas no mercado físico, mesmo em um período de maior oferta decorrente da colheita da segunda safra.

Nesta segunda-feira, os preços mantiveram-se estáveis na maior parte das praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. “O principal destaque da firmeza no físico veio justamente no Mato Grosso, que direcionou bons volumes para a exportação na última semana, com preços mais sustentados. Olhando para o fundamento global, os estoques de milho para a próxima temporada estão no menor nível em anos”, afirma a Agrinvest.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda