BBM promoveu uma roda de conversa com corretores
Dando continuidade à programação da Brazilian Cotton School, os participantes da terceira turma da escola puderam conhecer, na terça-feira (17), um pouco mais do universo dos negócios de algodão em Bolsa e sobre arbitragem em contratos de algodão, além da atuação da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) na cotonicultura dentro e fora do país. Os 36 participantes também conheceram todos os serviços da BBM disponíveis para o agro, em especial, para o algodão.
Atualmente, a BBM conta com 38 corretoras associadas especializadas em negócios com a fibra natural. Em 15 anos, o Sistema de Informações de Negócios com Algodão em Pluma (Sinap), serviço criado pela Bolsa, registrou mais de 21 milhões de toneladas negociadas do produto e quase 50 mil contratos registrados (até 2025). “O Sinap apresenta-se de forma estratégica para o mercado ao promover mais transparência, organização e segurança na formação de preços, fortalecendo a comercialização da fibra no Brasil e ampliando a confiança entre os agentes da cadeia”, destacou Cesar Costa, diretor-geral da BBM.

Com exemplos práticos, a gerente jurídica da Bolsa, Cíntia Nogueira, mostrou a relevância da arbitragem nas operações de algodão no Brasil e no mundo. A arbitragem foi estabelecida no Brasil com a implementação da Lei 9.307/96. Com o seu uso, as partes, voluntariamente, buscam a solução de um conflito através da ação de um terceiro, o árbitro. Os árbitros que atuam nas operações com registro na BBM são dotados de conhecimento técnico.
“Entre as vantagens da arbitragem, destacam-se: a celeridade e a eficácia nos processos, flexibilidade, qualidade técnica das decisões, confidencialidade, melhor relação custo-benefício, a decisão é irrecorrível, não depende de homologação do Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, declarou a advogada que lembrou que, este ano, a Lei da Arbitragem completa 30 anos.

A BBM também promoveu uma roda de conversa com três corretores de algodão associados à Bolsa: Santiago Cotton, Souza Lima Cotton e Lefèvre Corretora. “Foi uma oportunidade de falar um pouco do que acontece além das portas da BBM, em cada um dos nossos escritórios, como entendemos que uma negociação deve ser conduzida, quais os cuidados devem ser tomados, precauções, soluções e tudo aquilo que envolve uma boa negociação e o bom andamento e performance do contrato”, declarou Rodrigo Santiago, sócio da Santiago Cotton.
Esta é a terceira vez que a Bolsa participa da programação da Cotton School, além de ser uma das idealizadoras da escola ao lado da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). “A cadeia do algodão brasileiro, pelo crescimento da sua produção e exportação, torna extremamente importante esse trabalho de capacitação de profissionais, para que haja capital humano capaz de continuar essa trilha de crescimento, envolvendo toda a cadeia com um único objetivo”, avaliou Bernardo Souza Lima, sócio da Souza Lima.
A programação do dia também contou com a apresentação de Grégoire Nègre, trader de algodão no grupo ECOM Agroindustrial. O francês baseado em São Paulo, faz parte da diretoria do Anea e tem participação ativa no ICA – International Cotton Association – e abordou as diferentes atuações da associação internacional no algodão global, além de contratos e regulamentações globais. As aulas da terceira turma da Brazilian Cotton School seguem até o dia 27 de março.


