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Senado debate regulamentação do mercado brasileiro de carbono

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (22), uma audiência pública para debater com representantes do setor privado e da comunidade científica a regulamentação da Lei 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

O encontro foi solicitado pelos senadores Zequinho Marinho (Podemos-PA) e Luis Carlos Heinze (PP-RS), integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para ampliar o diálogo com os agentes econômicos diretamente afetados pela criação do mercado regulado de carbono no país. 

Segundo Luis Carlos Heinze, após a etapa de discussões com órgãos do governo federal, é essencial ouvir as contribuições do setor privado para que o sistema seja viável, transparente e equilibrado. “Foram ouvidos os responsáveis pela condução normativa. Agora, precisamos ouvir quem produz, pesquisa e vive a realidade do mercado. A participação do setor privado é fundamental para garantir que as regras não fiquem descoladas da prática”, destacou o senador.

Entre os participantes, Eduardo Brito Bastos, CEO da CCARBON/USP, destacou o papel do agro na mitigação das emissões. “Tudo começa com boas práticas agrícolas, que ajudam a capturar carbono e reduzir emissões. O agro tem um papel duplo: pode reduzir e também remover carbono da atmosfera, e isso precisa ser reconhecido nos mecanismos internacionais”, afirmou.

Ele defendeu ainda que o governo inclua as remoções de carbono pelo setor agropecuário nos cálculos oficiais de mitigação climática. “O plantio direto bem-feito, por exemplo, captura carbono, mas essa remoção ainda não é contabilizada pela ONU. É uma pauta que precisamos levar adiante”, completou Bastos.

Também presente na audiência, Cecílio Perez Júnior, diretor-executivo do RCGI-USP Carbon Registry, ressaltou a importância da ciência e da inovação na consolidação do mercado de carbono nacional. “Nosso propósito é trazer uma plataforma com rigor científico elevado para dar oportunidade, principalmente ao setor agropecuário brasileiro, de registrar créditos de carbono dentro do nosso país”, disse.

Afonso Bertucci, diretor de Tecnologia da Braspell Bioenergia, ressaltou que muitos colocam a culpa no setor agropecuário, mas ele não é o vilão. “Muita gente ainda fala do agro como problema, mas ele é, na verdade, parte da solução. As fontes fósseis são as verdadeiras vilãs, e as alternativas passam necessariamente pelo setor rural. É o campo que vai oferecer as respostas para a transição energética e as fontes renováveis”, disse. 

Já Eloi Darci, presidente da Copagril, enfatizou que a ideia é dar mais oportunidades para o produtor rural. “O que nós queremos é que o produtor brasileiro tenha oportunidade de gerar uma nova renda com algo que já está na propriedade dele. Quanto mais ele cuida do solo, das matas ciliares e das reservas, mais créditos de carbono ele produz. Isso traz receita para os municípios e fortalece a agricultura sustentável”.

Durante a reunião, o senador Zequinha Marinho destacou que esse é um tema muito importante e que precisa do diálogo para que o setor produtivo não saia perdendo. “Essa abordagem é essencial para garantir segurança jurídica, eficiência econômica e preservar a competitividade do setor agropecuário brasileiro e também dos demais setores”, finalizou.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda