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Indústria brasileira do trigo reforça papel estratégico diante de desafios globais

Com recorde histórico de participantes, o Congresso Internacional da Indústria do Trigo de 2025 foi aberto nesta terça-feira (21), no Rio de Janeiro, reunindo especialistas, autoridades e representantes da cadeia moageira nacional e internacional. Em um momento de debates intensos sobre competitividade e sustentabilidade, o encontro coloca em pauta temas estratégicos como a reforma tributária, a inovação tecnológica e o avanço do Brasil rumo à autossuficiência na produção do grão. 

Na cerimônia de abertura, o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, destacou o fortalecimento do setor e a relevância das discussões propostas nesta 32ª edição. “A presença maciça do público mostra o engajamento da cadeia produtiva diante dos desafios globais e reforça a importância de compreender o mercado tanto no contexto nacional quanto internacional”, afirmou. 

O presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Daniel Kümmel, celebrou o número de inscritos — 615 participantes — e ressaltou o papel da Abitrigo, que representa 80% da moagem nacional. “O desempenho de 13,2 milhões de toneladas moídas em 2024 demonstra a competência, a resiliência e o compromisso das mais de 150 empresas que garantem o abastecimento interno”, destacou.  

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior afirmou que o governo trabalha para apoiar a redução da dependência externa de trigo e incentivar políticas sustentáveis de produção. Já o deputado Luiz Carlos Hauly defendeu a implementação do IVA 5.0 como instrumento essencial para modernizar o sistema tributário e impulsionar o crescimento econômico. 

Reforma tributária deve reorganizar a cadeia do trigo 

Durante a palestra que abriu o segundo dia do evento, o diretor econômico da Destrava Brasil, Luiz Renato Hauly, e o diretor jurídico da empresa, Victor Hugo Rocha, alertaram para os impactos estruturais da reforma tributária prevista para 2026. Segundo os profissionais, o novo modelo fiscal exigirá planejamento e adaptação em toda a cadeia produtiva, com ênfase no papel dos moinhos como articuladores do processo.  

“A reforma não é apenas tributária, é estrutural. Ela alterará a dinâmica econômica e exigirá mais eficiência e organização em toda a cadeia”, frisou Hauly, 

Geopolítica e economia desafiam cadeia do trigo em cenário global instável 

O cientista político Gustavo Segré e a economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, uniram-se para a palestra inaugural do Congresso, que apresentou uma análise dos impactos das mudanças geopolíticas e econômicas no setor. Segré pautou os desdobramentos do governo Donald Trump e suas implicações para a América Latina, apontando o realinhamento político e o enfraquecimento institucional como fatores de atenção para o Brasil. “Trump deve buscar retardar a expansão econômica da China, e a atenção deve se voltar para a reunião entre John Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng”, destacou, indicando que a política externa dos Estados Unidos poderá afetar diretamente as relações comerciais da América Latina. 

Já Zeina Latif reforçou que, apesar do ambiente global incerto, há espaço para otimismo moderado no país. Ela ressaltou a importância da gestão de riscos e da diversificação de mercados diante de pressões fiscais e cambiais. “A taxa de câmbio reflete incertezas internas e externas, e a redução do risco fiscal só virá com reformas estruturais que aumentem a flexibilidade do orçamento”, pontuou a economista, ao destacar também os desafios demográficos e o potencial de consumo ainda não explorado no Brasil.  

Eficiência, gestão e sustentabilidade impulsionam competitividade  

A competitividade no setor do trigo passa por uma transformação que exige mais eficiência na gestão, uso estratégico da tecnologia e compromisso com a sustentabilidade. Essa foi a principal reflexão do primeiro painel do Congresso, que teve como tema “A Competitividade do Negócio Trigo”. O debate foi moderado pelo conselheiro da Abitrigo, Marcelo Vosnika, e reuniu o CEO da J.Macêdo, Irineu Pedrollo, o vice-presidente da Falconi Consultores, André Paranhos, e o head de procurement Brasil na Kellanova, Glauco Ferreira. 

Abrindo o painel, Vosnika apresentou um panorama nacional da indústria moageira, composta por cerca de 150 moinhos, com maior concentração no Paraná e no Rio Grande do Sul. “Com faturamento direto de R$ 26 bilhões ao ano e aproximadamente 30 mil empregos diretos, o setor ainda movimenta uma extensa cadeia de serviços, insumos e logística”, afirmou.  

Para André Paranhos, a maturidade em gestão é essencial para enfrentar esse novo cenário. “Gestão, em essência, é resolver problemas e atingir metas. Para isso, é preciso alinhar cultura organizacional, estratégia comercial e preparação das lideranças”, explicou. Já Irineu Pedrollo defendeu uma gestão baseada em eficiência e estratégia comercial, enquanto Glauco Ferreira apontou o potencial do trigo brasileiro como referência global em produção sustentável. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda