Notícias

Cresce a parcela da população no Brasil que reduziu consumo de café, aponta pesquisa

Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – Pesquisa realizada em todo o Brasil em setembro, junto a mais de 4 mil pessoas, mostrou que a parcela da população que reduziu o consumo de café atingiu o patamar mais alto de um levantamento, realizado bianualmente, desde 2019, o que pode estar associado à disparada recente dos preços.

Segundo a pesquisa “Café – Hábitos e Preferências do Consumidor (2019–2025)”, divulgada nesta segunda-feira, 24% dos entrevistados disseram que reduziram o consumo de café no Brasil, versus apenas 3% no levantamento de 2023, 5% em 2021 e 7% em 2019.

O estudo, encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) ao Instituto Axxus, mostrou ainda uma queda na parcela dos entrevistados que declaram tomar mais de seis xícaras de café por dia, para 26%, versus 29% na pesquisa anterior.

“A pesquisa mostrou uma queda importante na intensidade do consumo…”, afirmou Sérgio Parreiras Pereira, um dos coordenadores do trabalho e pesquisador científico do Centro de Café do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que foi parceiro na realização do levantamento, juntamente com Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia, da Unicamp.

Nos últimos dois anos, o café figurou entre os alimentos que mais subiram no índice de inflação IPCA, com altas superiores a 70%, em meio a safras frustradas no Brasil e outros países produtores, como o Vietnã.

O Brasil, além de principal produtor de café, é o segundo maior consumidor, atrás dos Estados Unidos.

Segundo Pereira, os resultados corroboram os dados sobre as vendas no varejo medidos pela Abic, que apontou queda de 5,41% no acumulado do ano, diante dos preços mais altos.

“Também observamos um peso maior do preço na decisão de compra: 39% dos consumidores já optam diretamente pelo café mais barato, e a frequência a cafeterias caiu de 51% em 2023 para 39% em 2025”, disse ele.

A fidelidade a marcas está cedendo lugar à busca pelo menor valor. E, para muitos, preparar o café em casa se torna a alternativa mais viável, não apenas pelo custo, mas, também, pelo conforto e conveniência, de acordo com o estudo.

Além disso, a pesquisa mostrou que 2% dos entrevistados aumentaram a ingestão de café em 2025, contra 16% em 2023, 49% em 2021 e 36% em 2019.

Para o pesquisador, contudo, mesmo em um cenário de alta nos preços, o café segue presente no cotidiano dos brasileiros, mas de forma mais moderada e seletiva.

“A pesquisa revela que o consumidor não abre mão da bebida, mas está adaptando seus hábitos ao novo contexto econômico.”

A pressão econômica também influencia onde e como o café é adquirido. Os atacarejos aumentaram sua participação de 24,6% (2023) para 28,2% (2025), enquanto pequenos varejistas e cafeterias perderam espaço.

“Os resultados mostram uma transformação nos hábitos de consumo. Porém o brasileiro continua amando e comprando café”, destacou Mônica Pinto, gerente de Marketing da Abic.

Ela ressaltou que 87% dos entrevistados reconhecem o selo da Abic como um guia de qualidade do produto.

(Por Roberto Samora)

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda