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Estudo da ApexBrasil aponta mercados alternativos para produtos de estados da Região Sudeste, a mais impactada pelo tarifaço norte-americano

Levantamento da Agência aponta mercados alternativos aos Estados Unidos para produtos de todos os estados brasileiros impactados pelas tarifas. Para os estados do Sudeste, que concentram 71% das exportações do país para os americanos, o estudo identifica oportunidades de diversificação para 41 produtos

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou no dia 3 de setembro o estudo “Diversificação de Mercados por Estados Brasileiros”, que analisa o impacto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações do Brasil de cada Unidade da Federação. A publicação é parte do esforço da Agência no apoio às empresas afetadas e apresenta alternativas de mercados para os produtos mais afetados. O material já está disponível gratuitamente no site da Agência.  

Para Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, o estudo é um de muitos passos que a Agência tem dado para mitigar os efeitos causados pelo tarifaço: “Estamos mapeando, estado por estado, os mercados mais dependentes das exportações para os Estados Unidos, para compreender com precisão quais cadeias produtivas e setores estão mais expostos. A partir desse diagnóstico, a Apex vai atuar buscando alternativas concretas para inserir esses produtos em novos mercados, diversificando destinos e reduzindo riscos para as empresas brasileiras. Esse trabalho é paralelo à manutenção do trabalho com Washington, em articulação com o Governo Federal, para buscar soluções que minimizem os impactos imediatos das tarifas sobre nossa pauta exportadora”, comentou.

Em 2024, os EUA foram o segundo principal destino das exportações brasileiras, alcançando um valor de cerca de US$ 40 bilhões, que representam 12% da pauta exportadora. A Região Sudeste respondeu por 71% das vendas externas para os Estados Unidos, sendo, portanto, a mais afetada pelas tarifas impostas. Segundo o levantamento da ApexBrasil, todos os estados da região apresentam expressiva exposição ao mercado norte-americano, com destaque para Espírito Santo (28,6%) e São Paulo (19,1%).

O gerente regional da ApexBrasil, Igor Celeste, comenta a situação da região: “O Sudeste é a região mais exposta às tarifas norte-americanas, respondendo por mais de 70% das exportações brasileiras para os EUA. Os estados Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo terão de acelerar sua estratégia de diversificação e o estudo aponta destinos alternativos para os produtos que têm os Estados Unidos como principal destino”, afirmou.

O estudo mostra, por exemplo, que produtos como café, minério de ferro, petróleo e aeronaves, que são exportados pelos estados da região para os EUA, encontram oportunidades na Europa, Ásia e América Latina, o que, segundo Igor Celeste, abre espaço para reduzir riscos e ampliar mercados.

Situação por estado do Sudeste

Em 2024, os EUA foram o principal destino das exportações do Espírito Santo (ES), recebendo 28,6% do total exportado pelo estado para o mundo, movimentando US$3,1 bilhões. Entre os principais produtos vendidos estão ‘semimanufaturados, de outras ligas de aços’; ‘pedras de cantaria, trabalhadas de outro modo e obra’; ‘mármore, travertino e alabastro, trabalhado de outro modo e obras’, entre outros. O estudo da ApexBrasil identificou oportunidades para um total de oito produtos exportados pelo estado, concentradas, principalmente, nos mercados da União Europeia, como Alemanha e França; da América do Norte, como Canadá; e da Ásia, como Índia e Japão.

Assim como Espírito Santo, o estado de São Paulo (SP) também teve os Estados Unidos como principal destino de suas exportações em 2024, com 19,1% dos produtos do estado exportados para o país norte-americano, movimentando US$13,6 bilhões. Todas as exportações de ‘Sebo bovino fundido (incluindo premier jus)’ de SP em 2024 foram destinadas aos EUA. ‘Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, com peso entre 7 mil e 15 mil kg vazios’ e ‘Outras unidades de máquinas automáticas para processamento de dados’ também têm significativa dependência do mercado norte-americano, com 98,8% e 94,2% das exportações destinadas aos EUA, respectivamente. O estudo da ApexBrasil identificou oportunidades para um total de 20 produtos distintos exportados pelo estado, concentradas, principalmente, nos mercados da União Europeia, como Espanha e França; da América do Sul, como Argentina e Colômbia; e da América do Norte, como Canadá e México.

Já em Minas Gerais (MG), em 2024, os EUA figuraram em segundo lugar como destino das exportações, representando 11% do total vendido pelo estado ao exterior, atrás apenas da China (36,6%). O comércio entre EUA e Minas Gerais somou US$4,6 bilhões no ano passado. ‘Turborreatores de empuxo superior a 25kN’; ‘outros aviões e outros veículos aéreos de peso superior a 15 mil kg vazios’; ‘obras que contenham magnesita, dolomita ou cromita, crus, aglomerados com aglutinante químico’ são alguns dos produtos que, em 2024, tiveram mais de 90% das exportações mineirs destinadas aos EUA. No levantamento da ApexBrasil, foram identificadas oportunidades para 13 produtos distintos exportados pelo estado, com alternativas, principalmente, nos mercados da União Europeia, como Países Baixos (Holanda), Alemanha e Espanha; Ásia, como Tailândia e Japão; e da América do Sul, como Colômbia e Equador.

O estado do Rio de Janeiro (RJ) também tem os Estados Unidos como segundo maior destino das vendas externas, destinando 16,2% das suas exportações para os americanos em 2024. A pauta exportadora do RJ para os EUA somou US$7,4 bilhões em 2024. Na categoria ‘Outras gasolinas, exceto para aviação’ todas as exportações do Rio de Janeiro seguiram para os Estados Unidos no ano passado. Os setores de ‘Preparações alimentícias e conservas, da espécie bovina’ e ‘produtos semimanufaturados, de outras ligas de aços’ também tiveram a maioria absoluta das exportações destinadas aos EUA em 2024, representando 99,9% e 98,5%, respectivamente. Para o estado, o estudo da ApexBrasil identificou oportunidades para seis produtos distintos, principalmente nos mercados da União Europeia, como Alemanha e Franca, da América do Sul, como Paraguai e Colômbia, e da América do Norte, como Canadá e México.

Sobre o estudo

O estudo da ApexBrasil identificou 195 produtos brasileiros potencialmente impactados, considerando o peso das exportações para os EUA em cada Unidade da Federação. A análise também aponta mercados alternativos para esses bens, com base na metodologia do Mapa de Oportunidades da Agência, que classifica os destinos em perfis como Abertura, Consolidação, Manutenção e Recuperação.

Segundo o gerente de Inteligência de Mercado, Gustavo Ribeiro, “o objetivo da publicação é fornecer subsídios práticos para empresas e gestores públicos de todo o país, apoiando decisões de diversificação e reduzindo riscos em um cenário internacional de maior instabilidade comercial”.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda