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PEQUIM (Reuters) – Estabelecer financiamento para ajudar os paÃses mais pobres a combater a mudança climática será “o maior obstáculo” durante as negociações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar conter o aquecimento global, que começarão em Glasgow no dia 31 de outubro, disse uma autoridade ambiental chinesa nesta quarta-feira.
PaÃses ricos concordaram em 2009 em estabelecer um fundo de 100 bilhões de dólares por ano para ajudar a transferir tecnologias e minimizar os riscos climáticos, mas o progresso neste sentido tem sido lento.
Alok Sharma, presidente da conferência da ONU sobre o clima COP26, disse nesta semana que espera que o fundo esteja disponÃvel até 2023, três anos mais tarde do que o planejado inicialmente.
“A dúvida sobre se os paÃses desenvolvidos vão apoiar os paÃses em desenvolvimento a lidar com a mudança climática, ou se simplesmente passarão suas responsabilidades de redução de emissões para os paÃses em desenvolvimento, tem sido o maior obstáculo para o progresso deste processo multilateral”, disse o vice-ministro de Ecologia e Meio Ambiente da China, Ye Min.
Em um briefing de imprensa em Pequim, Ye disse que o financiamento está relacionado à “confiança polÃtica mútua”, assim como à capacidade prática dos paÃses mais pobres de tomar medidas contra a mudança climática. Ele disse que a COP26 precisa “fazer arranjos”.
A China, maior emissor mundial de gases do efeito estufa, é classificada como paÃs em desenvolvimento. O paÃs tem insistido na ênfase do princÃpio de “responsabilidades comuns, mas diferentes”, estabelecido pelo Protocolo de Kyoto.
A China defende que os paÃses mais ricos com histórico de mais emissões têm de arcar com as maiores reduções.
(Reportagem de David Stanway e Martin Quin Pollard)