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SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho Nacional de PolÃtica Energética (CNPE) aprovou resolução que define as metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para o perÃodo 2022 a 2031, por meio da compra de créditos de descarbonização pelas distribuidoras de combustÃveis.
A meta global para o ano de 2022 será de 35,98 milhões de CBios, próxima de uma expectativa anterior, conforme nota divulga na noite de terça-feira pelo Ministério de Minas e Energia.
As distribuidoras de combustÃveis precisam comprar os créditos emitidos por produtores de biocombustÃveis, conforme a polÃtica governamental do RenovaBio, para compensar emissões relativas à venda de derivados de petróleo.
Tal meta será posteriormente desdobrada em metas individuais para os distribuidores de combustÃveis, considerando a participação de cada um no mercado de combustÃveis fósseis.
As metas de descarbonização são crescentes. Para 2023, foi estabelecido objetivo de 42,35 milhões de CBios.
O ministério disse que, para o perÃodo de 2023 a 2030, o CNPE reiterou os limites e respectivos intervalos de tolerância estabelecidos anteriormente, e também estipulou os valores para o ano de 2031, fixados em 95,67 milhões de CBios.
De acordo com relatório recente do Itaú BBA, o Brasil emitiu no acumulado do ano até o final de setembro 23,23 milhões de tÃtulos, representando 93,3% do total da meta a ser cumprida no ano, de 24,9 milhões.
O Itaú BBA disse ainda que o volume negociado de CBios ganhou força em setembro, com 11,6 milhões de tÃtulos negociados no mês.
O banco ressaltou ainda que os preços médios de negociação atingiram a máxima do ano, de 48,83 reais por crédito, na segunda quinzena do mês passado –o preço médio de 2021 gira em torno de 34,30 reais.
(Por Roberto Samora)