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Soja tende a subir em Chicago a partir de outubro, motivada pela revisão nos estoques e produtividade menor da safra

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Entrevista com Tarso Veloso – Diretor de Operações da AgResource sobre o Fechamento de Mercado da Soja

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Mais um dia de curtas variações para os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado da oleaginosa seguiu oscilando ao redor do patamar de US$ 13 por bushel nos principais contratos e agora espera por novidades que possam estimular oscilações mais expressivas, como relatório de estoques trimestrais dos EUA no fim do mês e o de oferta e demanda em outubro.

Os principais vencimentos da soja na CBOT fecharam esta sexta-feira na estabilidade até ganhos de 0,6 ponto. O contrato de novembro/21 registrou valorização de 0,6 ponto, negociado a US$ 12,85 por bushel, com máxima de US$ 12,90 e mínima de US$ 12,78 por bushel. Já o maio/22, mais distante, ficou estável no dia, valendo US$ 13,03 por bushel.

“A gente tem agora esse potencial de ver o mercado voltar a subir, caso se confirme que a safra americana é menor do que se tinha sido pensado… A gente já viu a produtividade sendo cortada e a gente pode chegar a um ponto que ela pode ser menor ainda. Isso vai causar um aperto nos estoques dos EUA ainda maior”, diz Tarso Veloso, diretor de operações da AgResource.

Produtores norte-americanos, por exemplo, segundo Veloso já tem relatado rendimento da colheita em níveis abaixo do esperado, inclusive do que os que foram estimados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA).

“A gente fala em uma safra de soja de 49 bushels por acre. A safra começou muito grande, mas a gente teve seca em parte do cinturão, problema de tempestade, então essa safra sempre foi sendo cortada. Se a gente reduz a safra hoje em quatro ou cinco bushels por acre, a gente tá falando de uma redução de 400 milhões de bushels no final do ano”, diz Veloso.

O analista ainda pontua que, caso o relatório não seja altista para o mercado como o esperado, os operadores passarão a olhar mais atentamente a demanda, as vendas diárias e as semanais, além da safra no Brasil.

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“A gente precisa que a demanda também continue firme. Se a China, por ventura, comprar menos neste ano ou então resolva compra do Brasil no ano que vem, isso pode ser depressivo para os preços. Porém, a gente não acredita que esse seja o cenário”, pontuou o analista em meio aos temores com as restrições de energia na China até com fechamento de indústrias.

MERCADO INTERNO

De acordo com Tarso Veloso, essa última semana foi marcada pelo registro de algumas vendas por parte de produtores de soja. “Eu acho que tem muita oportunidade boa. Tem safra americana, safra brasileira, comércio internacional… Muitas oportunidades boas para venda… e os patamares são recompensadores”, destacou o analista de mercado.

As cotações da soja no mercado físico não tiveram tendência clara nesta sexta-feira, com quedas e altas nas praças de comercialização. Em Não-Me-Toque/RS, por exemplo, o dia foi de estabilidade com a saca a R$ 159,00, assim como em Palma Sola, Santa Catarina, a R$ 162,00, e São Gabriel do Oeste, em Mato Grosso do Sul, a R$ 160,00. Já Ponta Grossa, no Paraná, registrou saca a R$ 173,00 com alta de 1,76%.

Nos portos, os indicativos estão em cerca de R$ 170,00 por saca no disponível e cerca de R$ 160,00 para 2022.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda