Wall St recua com preocupações sobre contágio da chinesa Evergrande
(Reuters) – Os principais Ãndices de Wall Street caÃam com força nesta segunda-feira, com preocupações sobre o ritmo da recuperação global atingindo ações sensÃveis à economia, em semana em que o Federal Reserve pode decidir reduzir seu estÃmulo da era da pandemia.
Dez dos 11 principais setores do S&P caÃam nesta sessão. As ações industriais, financeiras e de energia, expostas à economia, recuavam entre 1,6% e 3,2%.
O subÃndice bancário perdia 2,9%, acompanhando quedas nos rendimentos dos Treasuries à medida que os investidores corriam para a segurança dos tÃtulos, em meio a preocupações sobre possÃvel inadimplência da incorporadora chinesa Evergrande.
Gigantes da tecnologia como Microsoft, Alphabet, Amazon.com, Apple e Tesla, que tendem a apresentar desempenho superior ao de seus pares em tempos de incerteza econômica, cediam entre 0,6% e 2,8%.
Os principais Ãndices de Wall Street têm sido prejudicados em setembro por temores de que alÃquotas tributárias corporativas mais altas afetem os resultados, dando de ombros para sinais de que a inflação pode ter atingido seu pico nos EUA. O S&P 500 está a caminho de encerrar uma sequência de sete ganhos mensais consecutivos.
Enquanto isso, todos os olhos estarão voltados na quarta-feira para a conclusão da reunião de polÃtica monetária do Fed, em que o banco central pode estabelecer as bases para redução gradual de estÃmulos, embora o consenso seja de que o anúncio de fato de corte em suas compras de tÃtulos fique para os encontros de novembro ou dezembro.
Às 16 hs (horário de BrasÃlia), o S&P 500 perdia 2,72 %, a 4.312 pontos. O Euro Stoxx 50 perdia 2,11%, a 4.043, 63 pontos.
Ãndices europeus recuam com dificuldades da China Evergrande
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(Reuters) – As ações europeias tiveram forte queda nesta segunda-feira, com as crescentes preocupações com a solvência do grupo imobiliário China Evergrande assustando os investidores em inÃcio de semana repleta de reuniões de grandes bancos centrais.
O Ãndice FTSEurofirst 300 caiu 1,7%, a 1.749 pontos, enquanto o Ãndice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,67%, a 454 pontos. Â
As ações de mineração perderam 3,6%, refletindo queda nos preços das commodities.
As ações asiáticas fecharam em queda após forte baque nos papéis da Evergrande, a incorporadora mais endividada do mundo.
“Mais significativo do ponto de vista dos mercados mundiais é a situação preocupante da grande incorporadora chinesa Evergrande, que parece estar na beira do precipÃcio, com temores sobre contágio da situação para a economia geral da China. Esta é uma notÃcia particularmente ruim para mineradoras”, disse Russ Mold, diretor de investimentos da AJ Bell.
O Ãndice referencial europeu STOXX 600 caiu por três semanas seguidas devido a preocupações com a desaceleração do crescimento global, alta da inflação, casos persistentemente elevados de Covid-19 e contágio de regulações mais duras sobre as empresas chinesas.
A reunião de polÃtica monetária do Federal Reserve estará no foco na terça e quarta-feiras, quando o Fed deve abrir caminho para a redução do estÃmulo. No total, 16 bancos centrais vão se reunir esta semana, incluindo Brasil, Reino Unido e Japão.
Em LONDRES, o Ãndice Financial Times recuou 0,86%, a 6.903,91 pontos.
Em FRANKFURT, o Ãndice DAX caiu 2,31%, a 15.132,06 pontos.
Em PARIS, o Ãndice CAC-40 perdeu 1,74%, a 6.455,81 pontos.
Em MILÃO, o Ãndice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,57%, a 25.048,26 pontos.
Em MADRI, o Ãndice Ibex-35 registrou baixa de 1,20%, a 8.655,40 pontos.
Em LISBOA, o Ãndice PSI20 desvalorizou-se 1,62%, a 5.213,55 pontos.
Criptomoedas Bitcoin e ether desabam em dia de perdas generalizadas dos mercados
NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os preços das criptomoedas despencavam nesta segunda-feira, com as preocupações sobre o risco de contágio para a economia global dos problemas do grupo imobiliário chinês Evergrande.
O bitcoin caÃa 7,4%, para 43.745 dólares, após ter flertado com o nÃvel mais baixo desde 7 de agosto. O ether, moeda ligada à rede blockchain Ethereum, caÃa 7,6%, a 3.071 dólares, após ter chegado a recuar abaixo de 3 mil dólares pela primeira vez desde o inÃcio de agosto.
O valor do mercado de criptomoedas caÃa 10%, para menos de 1,94 trilhão de dólares, ante 2,17 trilhões do último sábado.
A perda ocorre no momento em que o interesse institucional por elas cresceu e alguns bancos de investimento aumentaram previsões para as criptomoedas nos próximos meses.
“Está tudo vermelho hoje, com os mercados de criptomoedas seguindo a desaceleração nos mercados tradicionais enquanto a China enfrenta uma crise altamente contagiosa do mercado imobiliário”, disse Tim Frost, diretor executivo da Yield App.
Société Générale: Evergrande pode causar danos duradouros ao crédito e à atividade na China
Embora a China possa ser capaz de evitar uma crise no mercado financeiro devido à chance de default da incorporadora Evergrande, o acontecimento atual “ainda pode infligir danos duradouros à s condições de crédito e à atividade econômica chinesaâ€. É o que apontam os estrategistas para mercados emergentes do Société Générale.
Para os especialistas, as repercussões de um possÃvel default “provavelmente contribuirão para a desaceleração econômica em curso na China, que, por sua vez, ancora o crescimento global e a inflação, e prejudica os preços das commoditiesâ€.
Em nota enviada a clientes, os estrategistas do banco francês apontam que “a crise de liquidez da Evergrande, a iminente reestruturação da dÃvida e os riscos de contágio reverberaram nos mercados nos últimos, azedando o sentimento de risco globalâ€. Para os profissionais, diante da forte dependência da economia chinesa do setor imobiliário, o risco de uma desaceleração econômica prolongada e severa está aumentando.Â
“Nossos economistas esperam que possa haver algum recuo modesto no movimento de desalavancagem da China quando os riscos macroeconômicos se intensificarem, mas não preveem um relaxamento substancial do compromisso geral de desalavancagemâ€, indicam os estrategistas do Société Générale.Â
Eles apontam, adicionalmente, que há uma probabilidade de 30% de um cenário de pouso forçado para a China, que envolva, por exemplo, uma reestruturação desordenada da dÃvida da Evergrande, o que resultaria em pressão sobre investimentos, preços e vendas de propriedades.Â
Assim, para os estrategistas, um potencial default da Evergrande deve contribuir para a desaceleração econômica chinesa, que já está em vigor, o que deve afetar o crescimento global e prejudicar os preços das commodities.
“Continuamos a antecipar a depreciação à vista e retornos totais negativos em grande parte dos complexos monetários da Ãsia e da América Latina ao longo dos próximos trimestres, enquanto a pressão altista sobre os juros globais dos tÃtulos de mercados emergentes parece cada vez mais restritaâ€, indicam os profissionais.
Magnata chinês perde US$ 1 bilhão com temor de colapso da Evergrande
Um empresário do setor imobiliário de Xangai perdeu nesta segunda-feira (20) mais de US$ 1 bilhão em consequência dos temores de um possÃvel colapso da empresa Evergrante, gigante do setor de incorporação imobiliária no paÃs asiático.
Este cenário tem causado pânico no mercado financeiro de Hong Kong.
O Presidente do Sinic Holdings Group, Zhang Yuanlin, viu nesta segunda-feira seu patrimônio lÃquido derreter de US$ 1.3 bilhão para US$ 250.7 milhões durante a tarde, informou a revista Forbes.Â
Segundo a revista, a empresa Yuanlin foi obrigada a paralisar suas operações em Hong Kong, após uma queda de 87% do preço de suas ações na Bolsa local.
O empresário, que apareceu este ano na lista de bilionários do mundo compilada pela Forbes, fez sua fortuna com a venda de apartamentos de alto nÃvel. Agora, o setor se encontra muito vulnerável, diante do possÃvel colapso do gigante imobiliário Evergrande. O pânico é grande entre os investidores.
Sinic experimentou, de repente, um forte aumento no volume de negociação de seus tÃtulos nas horas que antecederam a suspensão de sua cotação.
A empresa é uma das muitas que observam fortunas desaparecerem pelo temor dos investidores de que a Evergrande, uma das gigantes do setor na China, não pague os vencimentos nesta semana, já que tem dÃvidas superiores a US$ 300 bilhões.
Vários cálculos indicam que o setor imobiliário representa mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, o que explica os temores de que a crise tenha grande repercussão na economia nacional e mundial.
Chuvas estão chegado e mudanças serão percebidas pelos produtores até o final do mês, diz Inmet
A dois dias do fim do inverno e do inÃcio oficial da primavera – que, no hemisfério sul, começa nesta quarta-feira (22) -, parte da população brasileira se vê à s voltas com temperaturas elevadas e clima extremamente seco, enquanto uma outra parcela está em alerta para o potencial perigo de chuvas fortes.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (20), em BrasÃlia, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chama a atenção para o grande perigo de ocorrência de incêndios florestais por causa da baixa umidade relativa do ar registrada em 461 cidades do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
Segundo o Inmet, ao menos até o fim desta segunda-feira, nestas regiões, a umidade relativa do ar abaixo de 12% potencializa a chance de incêndios e pode fazer mal à saúde das pessoas, que devem procurar se hidratar e evitar fazer atividades fÃsicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia.
Perigo
As áreas abrangidas pelo alerta de grande perigo devido à seca compreendem praticamente Goiás e o Distrito Federal, além das regiões centro-sul, nordeste, norte e sudeste mato-grossense; o centro-norte, leste e o pantanal sul-mato-grossense; as faixas ocidental e oriental de Tocantins; o Triângulo Mineiro e a região noroeste de Minas Gerais e também as cidades de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
Além do comunicado de grande perigo em parte das sete unidades federativas já citadas, os técnicos do Inmet também alertam para os potenciais riscos decorrentes da baixa umidade em parte de outros 12 estados onde a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20%: Alagoas, Bahia, Ceará, EspÃrito Santo, Maranhão, Pará, ParaÃba, Paraná, Pernambuco, PiauÃ, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte
Ao mesmo tempo, os técnicos do instituto alertam para o potencial risco de chuvas intensas e até temporais atingirem algumas cidades do Amapá, Amazonas, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
Em quatro estados (Maranhão, Pará, Paraná e São Paulo), há regiões sujeitas a enfrentar chuvas intensas ao longo do dia e áreas em que a população enfrenta o calor e a baixa umidade.
Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, a meteorologista Morgana Almeida explicou à  Agência Brasil que as diferentes situações se devem à atuação dos sistemas meteorológicos que atuam simultaneamente no paÃs.
Diversidade de climas
“Devido à s dimensões continentais do Brasil, temos uma diversidade de climas e de sistemas meteorológicos atuando em um só dia. Hoje, temos áreas de instabilidade na Região Norte, com risco de chuvas fortes isoladas, da mesma forma que, no outro extremo do paÃs, na Região Sul, há uma nova frente fria em formação atuando, com a possibilidade de ocorrerem temporais. Já na área central do paÃs, a massa de ar quente que está há praticamente duas semanas parada sobre a região favorece as altas temperaturas e baixa umidade relativa do arâ€, explicou Morgana.
Para a meteorologista, por enquanto, a queixa de muitos moradores da região Centro-Oeste que sustentam que, este ano estaria mais quente e seco que em anos anteriores não passa de uma impressão.
“Todos os anos, no fim do inverno, a temperatura se eleva, marcando a transição entre as estações. A princÃpio, não me parece ter havido, na região, nenhuma grande diferença em comparação a anos anteriores. Mas é preciso aguardarmos os dados consolidados para termos uma resposta mais categóricaâ€, disse.