O novo Marco Regulatório da Geração DistribuÃda de Energia previsto na proposta em análise no Senado por meio do Projeto de Lei n.º 5829/2019 vai facilitar o acesso a formas alternativas de energia e trazer segurança jurÃdica para o produtor rural.
É o que acreditam os especialistas ouvidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na quarta (15), durante a live “O Agro e o Novo Marco Regulatório da Geração DistribuÃda de Energiaâ€.
O coordenador de Produção AgrÃcola da CNA, Maciel Silva, conversou com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, o Fundador da Associação Movimento Solar Livre (MSL), Hewerton Martins, e o conselheiro da Associação Brasileira de Geração de Geração DistribuÃda (ABGD), Ricardo Costa.
Atualmente, essa modalidade de geração é regulada pela Resolução Normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Hoje existem mais de 44 mil unidades instaladas com geração distribuÃda no meio rural e com a ascensão dessa modalidade, o Sistema busca amadurecer a discussão sobre o marco regulatórioâ€, afirmou Silva.
Segundo ele, o setor gera, cada vez mais, a própria de energia para redução de custo, melhoria da qualidade de vida e para acessar as novas tecnologias. “O setor entendeu que a normatização por meio de lei traria maior segurança jurÃdica para os empreendedores.â€
De acordo com Rodrigo Sauaia, da Absolar, o setor energético tem R$ 33 bilhões investidos e o marco regulatório trará segurança jurÃdica também para quem tiver interesse em investir nessa tecnologia. Ele explicou alguns pontos da proposta do PL e ressaltou a importância da regra entre custos e benefÃcios.
“Quando a gente leva os benefÃcios da geração distribuÃda da forma apropriada, a gente vê que ela traz muitos ganhos para o sistema e nossa expectativa é chegar a uma condição equivalente ao que é aplicado em outros paÃses. Esperamos caminhar com essa questão de custos e benefÃcios favoráveis para o setor em longo prazo.â€
Ricardo Costa, da ABGD, também citou alguns pontos fundamentais do Projeto de Lei. “Antes, os pequenos empreendedores tinham muitas barreiras para acessar essa modalidade e o PL reduziu muito isso, assim como os custos, até eliminando-os em alguns casosâ€, disse.
“O marco regulatório vai garantir que você possa investir e ter o retorno do capital com segurança legal e jurÃdica. Ou seja, o resultado do projeto de lei garantirá a continuidade e o crescimento da geração distribuÃda com todos os benefÃcios de uma leiâ€, ressaltou.
Hewerton Martins também pontuou a importância da segurança jurÃdica para o desenvolvimento da energia solar e sugeriu ações para tornar a geração distribuÃda o caminho para suprir a demanda de energia do PaÃs, podendo ser subsidiada por algum programa governamental.
Segundo Sauaia, no ritmo que a geração distribuÃda está crescendo dá para adicionar 300 megawatts por mês no sistema. “Se o governo incentivar o consumidor a gerar a própria energia, ele vai economizar no bolso, vai se proteger das bandeiras e vai ajudar o Brasilâ€.
O Projeto de Lei ainda precisar tramitar e ser aprovado no Senado para ir à sanção presidencial.
De acordo com as regras da proposta, quem já instalou e os que tiverem interesse, mas ainda não instalou uma unidade de geração, terá o prazo de 12 meses após a publicação da lei para aproveitar os mesmos benefÃcios atuais com a isenção tarifária até 2045.
Já quem entrar no sistema depois de um ano pagará tarifas sobre o excedente de energia seguindo a regra de transição proposta no Projeto de Lei.