A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emitiu relatório nesta segunda-feira (6) declarando como encerradas as investigações sobre os casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como “doença da vaca louca atÃpica”.Â
De acordo com a CEO da Agrifatto Consultoria, Lygia Pimentel, após a liberação do reporte da OIE, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, já teria agendado uma reunião para amanhã (7) com autoridades chinesas para debater a questão das exportações de carne bovina para o gigante asiático, suspensas desde a descoberta dos casos da doença.
O analista da Agrifatto Consultoria, Fernando Hentique Iglesias, pontua que a relevância deste relatório divulgado pela OIE serve como base de apoio para as tratativas com a China no caso das exportações.Â
“Basicamente o que falta agora é simplesmente a China retomar as negociações. O laudo técnico já está nas mãos da China, mas é aquilo que a gente esperava: são casos atÃpicos, o Brasil não reúne condições que favoreçam a proliferação da doença”, disse Iglesisas.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foi questionado sobre a possÃvel reunião com autoridades da China nesta terça-feira (7), mas a informação não foi confirmada.Â
A pasta informou, em nota, que “esses casos foram concluÃdos por não representarem risco para a cadeia de produção bovina do paÃs”, e que “não justificaqualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”. (Confira a nota na Ãntegra no final do texto)
O reporte da Organização aponta que dois casos da doença (Belo Horizonte (MG) e de Nova Canaã do Norte (MT)) foram notificados à Organização, conforme nota oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), emitida no sábado (4).Â
Segundo a descrição do relatório da OIE, o Sistema Brasileiro de Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) detectou um caso de BSE atÃpica, tipo H. A amostra foi retirada de uma vaca de corte de 10 anos destinada ao abate de emergência em um matadouro.
Após detecção da presença de antÃgenos prÃon no Laboratório Nacional de Defesa Agropecuária do estado de Pernambuco (LFDA / PE), as amostras foram enviadas ao Laboratório de Referência da OIE para BSE da Agência Canadense de Inspeção de Alimentos em Lethbridge, Alberta. Os resultados do teste confirmatório foram obtidos em 3 de setembro de 2021.
Este é o quarto caso de EEB atÃpico identificado em 23 anos de vigilância no Brasil. O último caso foi detectado em 2019.
A ocorrência registrada em Minas Gerais e o caso relatado no Estado de Mato Grosso são eventos isolados, detectados próximos um do outro, conforme pontuou a OIE.
“Os materiais de risco especificados foram devidamente removidos e destruÃdos. A carne e outros produtos deste animal não entrarão na comida cadeia e não representam risco para as populações de ruminantes. A investigação foi concluÃda”, informou o reporte da Organização.
Confira as medidas que foram aplicadas:
– Quarentena
– Rastreabilidade
– Triagem
– Descarte oficial de carcaças, subprodutos e resÃduos
– Morte seletiva e eliminação
Nota oficial do MAPA: Brasil mantém classificação de risco insignificante para a doença
“A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) publicou, nesta segunda-feira (6), os informes de notificação imediata referentes aos dois casos atÃpicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), em frigorÃficos de Minas Gerais e de Mato Grosso. Com isso, diante dos resultados obtidos, esses casos foram concluÃdos por não representarem risco para a cadeia de produção bovina do paÃs.
Os informes foram apresentados pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil. Os casos ocorreram de forma independente e isolada e foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, localizado no Canadá, na última sexta-feira (3).
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que o Brasil mantém sua classificação como paÃs de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”.