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O mercado do trigo encerrou a terça-feira, 5 de maio de 2026, em queda expressiva na Chicago Board of Trade. O movimento foi marcado por realização de lucros após as altas recentes e maior pressão técnica sobre as cotações ao longo do dia.
No fechamento, por volta das 16h, horário de Brasília, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 6,16/bu, com baixa de 130 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 6,27/bu, com queda de 132 pontos. Já o setembro/26 fechou a US$ 6,43/bu, recuando 132 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou o dia a US$ 6,65/bu, com perda de 124 pontos.
A queda reflete principalmente um ajuste técnico do mercado, com investidores realizando lucros depois da sequência de valorização registrada anteriormente. Além disso, o avanço das lavouras no Hemisfério Norte segue no radar, especialmente nos Estados Unidos, onde as condições climáticas têm sido acompanhadas de perto e influenciam diretamente a formação dos preços.
No Brasil, o cenário continua mais sustentado. De acordo com pesquisadores do Cepea, a oferta restrita e a baixa liquidez, típicas do período de entressafra, seguem limitando os negócios no mercado spot. Vendedores permanecem retraídos, à espera de melhores condições de comercialização, enquanto compradores com necessidade imediata acabam aceitando preços mais elevados.
Esse contexto mantém o trigo em grão com preços firmes no mercado interno, mesmo diante da volatilidade externa. Em contrapartida, o farelo de trigo continua pressionado, com desvalorização diante da maior oferta e da concorrência com substitutos, como milho e derivados de soja. Já as farinhas apresentam comportamento mais estável, refletindo uma demanda equilibrada.
O dia termina com um mercado internacional pressionado por fatores técnicos, enquanto o ambiente interno segue sustentado pela restrição de oferta e pela dinâmica da entressafra.