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O mercado futuro do trigo encerrou os negócios desta sexta-feira (5) com leves perdas na Bolsa de Chicago (CBOT). Apesar da pressão externa, o cenário doméstico segue sustentado pela baixa disponibilidade de produto e pela postura firme dos vendedores nas negociações.
No fechamento, os contratos registraram os seguintes valores:
Julho/26: US$ 5,80/bushel, com baixa de 16 pontos.
Setembro/26: US$ 5,92/bushel, com baixa de 24 pontos.
Dezembro/26: US$ 6,11/bushel, com baixa de 20 pontos.
Ao longo da sessão, o mercado em Chicago operou pressionado pelo avanço das condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos e pela expectativa de oferta confortável no cenário global. A melhora climática em importantes regiões produtoras norte-americanas também contribuiu para limitar movimentos de alta.
No Brasil, entretanto, o mercado segue apresentando dinâmica diferente. Segundo análise da Safras & Mercado, a comercialização permanece lenta, mas os produtores continuam firmes nas pedidas, sustentados pelos estoques reduzidos da safra passada. A oferta disponível é limitada e muitos vendedores aguardam melhores oportunidades para negociar.
Além disso, a semeadura da nova safra avança no Sul do país em meio ao monitoramento constante das condições climáticas. O mercado também acompanha o comportamento da produção argentina, principal origem do trigo importado pelo Brasil.
A combinação entre oferta interna restrita, baixa liquidez e necessidade de abastecimento dos moinhos continua dando sustentação aos preços físicos, mesmo diante das oscilações negativas observadas na Bolsa de Chicago.
O encerramento da semana mostra um mercado dividido: enquanto os futuros recuam no cenário internacional, os fundamentos internos seguem oferecendo suporte às cotações praticadas no Brasil.