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O mercado do trigo encerrou a segunda-feira (27), com alta expressiva na Bolsa de Chicago, refletindo um conjunto de fatores externos que voltaram a mexer com a formação de preços e, consequentemente, com as estratégias de venda no Brasil. Os contratos mais negociados registraram ganhos consistentes ao longo do dia, indicando um mercado mais firme neste início de semana.
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O contrato maio/26 fechou cotado a US$ 6,21/bu, com alta de 132 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 6,29/bu, avançando 130 pontos, enquanto o setembro/26 terminou o dia a US$ 6,42/bu, com valorização de 122 pontos.
O movimento positivo foi sustentado principalmente pelo enfraquecimento do dólar frente a outras moedas e pela alta do petróleo, fatores que tendem a estimular o apetite por commodities. Além disso, o mercado segue atento às condições climáticas em regiões produtoras importantes e ao comportamento da oferta global, o que mantém os investidores mais ativos nas negociações.
Para o produtor brasileiro, esse cenário externo mais firme pode trazer suporte aos preços internos, especialmente em um momento em que o mercado doméstico já vinha sendo sustentado por oferta mais restrita e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. A combinação entre Chicago em alta e câmbio mais favorável pode abrir janelas de comercialização mais interessantes, principalmente para quem ainda tem produto disponível ou está planejando a próxima safra.
Ao mesmo tempo, o contexto internacional segue exigindo cautela. A volatilidade continua presente e fatores como clima no Hemisfério Norte, decisões macroeconômicas e custos de produção em países concorrentes, como a Argentina, seguem no radar e podem alterar rapidamente a direção dos preços.
Diante disso, o momento é de atenção e estratégia. O mercado dá sinais de reação, mas ainda exige leitura cuidadosa para aproveitar oportunidades sem assumir riscos desnecessários.