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Soja tem semana de pressão em Chicago e no Brasil, apesar do dólar, e negócios ficam bem mais limitados

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A semana encerrou-se em território negativo para os preços dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT). Tanto a soja quanto o milho enfrentaram sessões pesadas, refletindo o peso das projeções de volumosa safra nos Estados Unidos, estoques mundiais recompostos segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a recente valorização do real frente ao dólar, que impactou diretamente as cotações em moeda nacional nos portos e praças do interior brasileiro.

Pressão do USDA e desafios para o milho

O mercado de milho vem sofrendo quedas consecutivas nas últimas duas semanas, desdobramento dos dados divulgados pelo USDA a partir do fechamento de estoques trimestrais em 30 de setembro. Segundo o consultor de mercado Victor Cazzo, da consultoria Venda na Hora Certa, o órgão norte-americano adicionou um volume expressivo aos balanços de oferta e demanda global.

“É muito milho. O relatório de estoques trimestrais já trouxe estoques muito elevados, adicionando pelo menos 4 milhões de toneladas a mais na oferta e demanda global. Isso fez o milho cair mais de 4% em Chicago e pesou na B3, acionando gatilhos de venda”, explicou Cazzo durante participação no programa. Ele pontuou ainda que o câmbio abaixo de R$ 5,00 a R$ 5,10 prejudica o ritmo das exportações e limita repiques expressivos de preços no mercado doméstico.

Clima e plantio da safra brasileira sob a influência do El Niño

O desenvolvimento da semeadura 2023/24 no Brasil também permaneceu no radar dos operadores. O padrão do fenômeno climático El Niño tem causado disparidades severas entre as regiões produtoras: enquanto o excesso contínuo de precipitações paralisa máquinas no Paraná e no Rio Grande do Sul, o Centro-Oeste vinha registrando altas temperaturas e tempo seco.

No entanto, a chegada de chuvas recentes em Mato Grosso destravou o plantio de soja e trouxe alívio aos produtores que aguardavam umidade. De acordo com o analista, embora o cenário exija cautela, a semeadura em ritmo acelerado nas janelas favoráveis evita, por ora, atrasos críticos na implantação da safrinha de milho de 2024. Cazzo salientou o esforço do produtor: “Apesar de toda a adversidade, temos que tirar o chapéu para o produtor, o tanto de máquina, investimento e disposição para trabalhar de dia, de noite e de madrugada quando abre a janela de tempo”.

Soja: compras chinesas e o horizonte de curto prazo

No complexo soja, além do ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos, a postura dos compradores internacionais dita o ritmo dos negócios. A China demonstrou compras pontuais nos EUA, mas o mercado opera com atenção redobrada aos prazos regulatórios e comerciais.

Cazzo chamou a atenção para a data limite de 10 de janeiro relacionada à renovação de tarifas chinesas sobre produtos norte-americanos. Esse marco coincide estrategicamente com a entrada física da nova safra brasileira de soja colhida precocemente no Centro-Oeste. Caso a safra nacional confirme boas condições, os compradores asiáticos tenderão a pressionar os prêmios e a buscar preços mais competitivos na América do Sul.

Para a soja disponível da safra velha, o analista alertou que a janela de liquidez está se estreitando, com indústrias e tradings já abastecidas para os meses finais do ano, o que ampliou o desconto entre os preços atuais e os contratos futuros da safra nova.

Fechamento das cotações em Chicago e no Brasil

No encerramento das negociações da sexta-feira, as cotações de Chicago fecharam no vermelho. Na soja, o contrato novembro encerrou a US$ 12,61 por bushel (-1,75 ponto) e o janeiro a US$ 12,75 por bushel (-2,00 pontos). O milho na CBOT finalizou a US$ 4,74 por bushel para dezembro (-3,75 pontos) e US$ 4,86 para março (-4,50 pontos). O trigo também amargou perdas entre 7 e 9,50 pontos.

No mercado físico nacional, as referências de soja em Mato Grosso recuaram para patamares entre R$ 133 e R$ 140 por saca, a depender da praça, enquanto Minas Gerais e Paraná registraram negócios ao redor de R$ 140 a R$ 142. Já o milho físico variou de R$ 45 a R$ 46 por saca em Sorriso (MT) até R$ 64 a R$ 65 em Uberlândia (MG). Na B3, o milho fechou com o vencimento novembro a R$ 66,57 (-0,80%) e janeiro a R$ 70,92 (-0,48%).

Implicações para o setor

O momento reforça a necessidade de foco estrito na gestão de custos e na condução operacional da lavoura por parte do produtor rural brasileiro. Com a pressão sazonal da colheita norte-americana e a volatilidade macroeconômica e climática, a recomendação de consultores é priorizar o avanço dos trabalhos a campo e aproveitar repiques favoráveis de mercado para travar despesas e garantir margens seguras ao longo do ciclo.

* Com auxílio de IA

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda