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Os preços do café encerram a sessão desta quinta-feira (19) com baixas nas bolsas internacionais, com o arábica caindo para a mínima em 15 meses e o robusta para a mínima em 6 meses, conforme aponta o Barchart.
Os futuros do café têm estado sob pressão nas últimas semanas após a Conab afirmar que a produção no Brasil em 2026 deverá crescer 17,2% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica subindo 23,2% em relação ao ano anterior, para 44,1 milhões de sacas, e a de robusta, 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.
Relatório da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia mostra que no Vietnã os cafeicultores continuam a primeira fase de irrigação, que já está quase 90% concluída,
promovendo uma floração uniforme para a safra de 2026/27, da qual aproximadamente 45% já foi vendida. “Os produtores estão se preparando para as festividades do Ano Novo Lunar e antecipando uma possível recuperação dos preços”, completa o documento.
Na bolsa de NY, o arábica fecha com baixa de 15 pontos no valor de 287,40 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 25 pontos no valor de 285,40 cents/lbp no de maio/26, e um recuo de 55 pontos negociado por 281,05 cents/lbp no de julho/26.
Já o robusta encerra com perda de US$ 68 no valor de US$ 3,666/tonelada no contrato de março/26, uma baixa de US$ 63 cotado por US$ 3,620/tonelada no de maio/26, e uma desvalorização de US$ 55 no valor de US$ 3,541/tonelada no de julho/26.
No mercado físico brasileiro, as áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas fecham o pregão de hoje sem variação. Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, a comercialização de arábica permanece com volume baixo de negócios fechados, e a de conilon apresenta um número mais expressivo. Porém, os produtores de arábica não mostram disposição de venda nas bases oferecidas pelo mercado, embora exista interesse do comprador para todos os padrões de café.