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Usinas de cana avançam sobre o etanol de milho para aproveitar entressafra e ampliar receitas

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Usinas produtoras de etanol de cana-de-açúcar estão ampliando o interesse pela produção de etanol de milho como estratégia para aproveitar a estrutura industrial durante a entressafra, diluir custos fixos e buscar novas fontes de receita.

O movimento ocorre porque as duas matérias-primas têm ciclos complementares. Enquanto a cana precisa ser processada logo após a colheita e concentra a atividade das usinas em determinados meses do ano, o milho pode ser armazenado e utilizado ao longo de todo o calendário, permitindo que uma unidade industrial opere também fora da safra de cana.

A tendência já aparece nos projetos em desenvolvimento no setor. A Aplus, empresa especializada em engenharia para biocombustíveis e com atuação no segmento de etanol de milho, informa que mantém atualmente dois contratos em andamento, com Atvos e Aroeira, além de outros cinco projetos em negociação.

Segundo Alessandro Salvador, sócio-fundador e diretor comercial da empresa, a complementaridade entre as duas cadeias é um dos principais fatores que explicam o interesse das usinas de cana.

Na produção de etanol de cana, o bagaço é utilizado como fonte de energia e vapor para a própria unidade industrial. O excedente pode ser comercializado como biomassa, inclusive para plantas de etanol de milho. Ao incorporar a produção de milho, a usina passa a utilizar parte da estrutura já existente durante o período em que a moagem de cana está parada.

“É uma diferença bastante significativa, que permite o melhor aproveitamento da infraestrutura administrativa; abre novas fontes de receita, com subprodutos como o DDG, usado em ração animal, e o óleo de milho, e garante uma receita mais estável ao longo do ano, com maior rentabilidade”, afirma Salvador.

Investimento menor

Além da possibilidade de ampliar o período de operação, o modelo também pode representar um investimento inferior ao necessário para construir uma nova unidade de etanol do zero, segundo a Aplus.

Salvador cita como exemplo um projeto de uma nova planta de etanol construído para um dos clientes da empresa, com investimento de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Em seguida, uma unidade de etanol de milho foi instalada ao lado, com custo estimado em R$ 900 milhões.

A diferença, de acordo com o executivo, está relacionada ao aproveitamento de estruturas e serviços já disponíveis no complexo industrial, além da possibilidade de compartilhar áreas administrativas, laboratórios e sistemas de armazenamento.

Empresas como Cerradinho, São Martinho e Coprodia já adotam estratégias que combinam a produção de etanol a partir de diferentes matérias-primas.

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Aroeira e Atvos ampliam projetos

No caso da Aroeira, o contrato firmado com a Aplus contempla o desenvolvimento do projeto de engenharia detalhado de uma unidade completa de etanol de milho, incluindo desde as obras civis até a implantação da planta industrial.

A nova estrutura será construída ao lado da unidade de cana da empresa. A proposta é que, com a expansão, o complexo possa manter atividades ao longo de todo o ano, aproveitando a disponibilidade de milho durante o período de entressafra da cana.

A Atvos também está em processo semelhante. A Aplus participa do projeto de engenharia de uma nova unidade que será instalada ao lado de uma planta já existente.

A diversificação não se limita ao etanol. A produção de milho também gera coprodutos com mercado próprio, como o DDG (grãos secos de destilaria com solúveis), utilizado principalmente na alimentação animal, e o óleo de milho.

Dessa forma, além de ampliar o período de funcionamento das instalações, o modelo permite que as usinas adicionem novas linhas de receita à operação.

A estratégia ganha espaço justamente em um setor no qual o aproveitamento da estrutura industrial é um fator importante para a rentabilidade. Ao combinar cana e milho, as empresas buscam reduzir a ociosidade durante a entressafra e utilizar de maneira mais contínua ativos como áreas administrativas, laboratórios, armazenagem e estruturas de apoio.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda