![]()
O mercado futuro do trigo encerrou a segunda-feira (29) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos devolveram parte dos ganhos das últimas sessões, refletindo um movimento de realização de lucros e o acompanhamento das boas perspectivas para a oferta global.
No Brasil, o mercado físico continua marcado pela baixa liquidez. Apesar da oferta restrita da safra velha ainda sustentar as cotações, começam a surgir sinais de acomodação nos preços, especialmente no Rio Grande do Sul, onde compradores têm reduzido o ritmo das aquisições.
Fechamento dos contratos
Julho/26: US$ 5,69/bushel, com baixa de 8,50 pontos.
Setembro/26: US$ 5,79/bushel, com baixa de 10,00 pontos.
Dezembro/26: US$ 5,97/bushel, com baixa de 10,25 pontos.
Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a baixa disponibilidade de trigo disponível e a postura cautelosa dos produtores seguem limitando os negócios. No Paraná, por exemplo, os moinhos continuam comprando de forma seletiva, enquanto aguardam maior definição sobre a evolução da nova safra. As indicações de preços permanecem sustentadas pela restrição de oferta e pela necessidade de garantir matéria-prima para os próximos meses.
Clima segue no radar da nova safra
Além da baixa liquidez, o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento das lavouras de inverno.
As previsões de maior volume de chuvas para a Região Sul continuam preocupando produtores e indústria, já que o excesso de umidade pode favorecer doenças fúngicas e comprometer a qualidade industrial dos grãos durante o ciclo produtivo.
Esse cenário mantém compradores e vendedores cautelosos, reduzindo o volume de negociações enquanto o mercado busca maior clareza sobre o potencial produtivo da safra 2026/27.
Mesmo com a queda registrada em Chicago nesta segunda-feira, os fundamentos domésticos seguem relativamente sustentados pela oferta restrita da safra velha e pelas incertezas climáticas para a nova produção, fatores que continuam dando suporte às cotações no mercado brasileiro.