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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quarta-feira (1º) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados por um movimento de recuperação após as perdas registradas nos últimos pregões.
O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 5,92/bu, com alta de 11,2 pontos. O setembro/26 encerrou o dia a US$ 6,00/bu, avançando 10,6 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou negociado a US$ 6,14/bu, com ganho de 10 pontos.
Enquanto o mercado internacional acompanhou a valorização dos contratos futuros, o cenário brasileiro segue sendo sustentado por fundamentos próprios. Levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que os preços do trigo em grão continuaram em recuperação ao longo de junho, impulsionados pela oferta restrita no mercado disponível.
Segundo pesquisadores do Cepea, produtores que ainda possuem estoques permanecem retendo o cereal, à espera de melhores oportunidades de comercialização. Do lado da demanda, moinhos que precisam recompor estoques têm aceitado pagar preços mais elevados para garantir o abastecimento.
Na parcial de junho, até o dia 26, o preço médio do trigo no Paraná atingiu R$ 1.371,12 por tonelada, alta de 1,4% em relação a maio. No entanto, o valor ainda permanece 13% abaixo do registrado em junho de 2025, em termos reais, considerando a deflação pelo IGP-DI.
No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.324,79 por tonelada, avanço de 1,9% frente ao mês anterior, mas recuo de 6,1% na comparação anual. Em São Paulo, o indicador alcançou R$ 1.508,04 por tonelada, aumento de 2,8% sobre maio e queda de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em Santa Catarina, a média ficou em R$ 1.313,46 por tonelada, alta de 2,1% no comparativo mensal, embora ainda 14,4% inferior à observada em junho de 2025.
Os dados reforçam que, apesar da recuperação observada nas últimas semanas, os preços domésticos permanecem abaixo dos níveis registrados há um ano. Ao mesmo tempo, a restrição da oferta disponível continua sendo o principal fator de sustentação do mercado físico.
Além das oscilações observadas em Chicago, o mercado brasileiro permanece atento ao ritmo da comercialização da safra remanescente e ao desenvolvimento das lavouras de inverno, que deverão definir o comportamento da oferta nacional ao longo do segundo semestre.