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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 6 Jul (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira com baixas, acompanhando o sinal negativo do dólar ante o real, em uma sessão de agenda esvaziada de indicadores e certa acomodação dos Treasuries no exterior.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,04%, com baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,095% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,325%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,406%.
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Na sexta-feira, o feriado antecipado do Dia da Independência nos EUA reduziu a liquidez nos demais mercados, incluindo a renda fixa brasileira, que viu as taxas dos DIs recuarem após a divulgação de dados fracos da indústria.
Nesta segunda-feira os Treasuries voltaram a operar, com seus rendimentos com leves baixas no início do dia, o que chegou a pesar na curva a termo brasileira. Durante a tarde, com os rendimentos dos Treasuries exibindo movimentos contidos, as taxas dos DIs se mantiveram em queda, mais alinhadas ao recuo firme do dólar ante o real.
O dólar cedeu para abaixo dos R$5,15, em meio ao enfraquecimento da moeda norte-americana ante outras divisas durante a sessão.
Profissional ouvido pela Reuters também destacou a liquidez limitada no mercado de DIs durante a tarde, em um dia no geral sem gatilhos de operação no noticiário.
Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para a inflação este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%.
Já a taxa básica Selic projetada para o fim deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%.
No exterior, às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 1 ponto-base, a 4,473%.