![]()
A virada entre a primeira e a segunda quinzena de dezembro trouxe mais quedas para os preços na suinocultura independente, e de acordo com lideranças da área, a oferta excessiva tem contribuÃdo para a redução dos preços.Â
Nesta quinta-feira (16), a Bolsa de SuÃnos realizada pela Associação Paulista de Criadores de SuÃnos (APCS), registrou estabilidade nos preços, com o animal vivo valendo R$ 7,20/kg.Â
No mercado mineiro, o preço caiu de R$ 6,80/kg vivo para R$ 6,40/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
Segundo o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, o mês de dezembro de 2021, atÃpico se considerada a história, segue com boa demanda, porém, com oferta abundante. “Se a oferta é maior que a demanda infelizmente os preços cedem. Mais uma vez ressaltamos que o acordo favorece a liquidez do mercado e as boas vendas ajudam a melhorá-lo”, disse.
Em Santa Catarina também foi registrado queda nesta quinta-feira, saindod e R$ 6,57/kg vivo para R$ 6,26/kg vivo, conforme informações da Associação Catarinense de Criadores de SuÃnos (ACCS).
O presidente da entidade, Losivanio de Lorenzi, afirma que “o mercado está desolador, mas é resultado a falta de controle de produção, o crescimento forte e desordenado e sem garantia nenhuma, sempre observando a China. É triste ver o produtor trabalhando no prejuÃzo, arriscando eprder o que tem”.
No estado do Paraná, Considerando a média semanal (entre os dias 09/12/2021 a 15/12/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 1,80%, fechando a semana em R$ 6,42.
“Espera-se que na próxima semana o preço do suÃno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 5,93”, informou o reporte do Lapesui.
O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente à s sextas-feiras, também registrou recuo, apssando de R$ 6,84/kg vivo para R$ 6,58/kg vivo na última sexta-feira (10). O presidente da Associação de Criadores de SuÃnos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador, explica que os frigorÃficos alegam que as vendas estão acontecendo, mas não há força para repassar os preços dos custos de produção, afirmam que não conseguem manter o preço na ponta final.Â
“Não há sinalização de força para subir, vai ficar nos patamares onde está ou com alguma pressão de baixa. É um ano atÃpico, estar baixando no final de dezembro”, lamentou.Â