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Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil

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O mercado brasileiro de soja sentiu nesta quinta-feira (1º) mais um dia de queda registrada na Bolsa de Chicago, com os preços nos portos recuando em relação ao início da semana. A pressão externa, porém, encontrou importantes amortecedores por aqui: o dólar mais forte, o ritmo elevado das exportações brasileiras e uma China que continua direcionando boa parte de sua demanda ao Brasil.

Segundo Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, as referências nos portos brasileiros já aparecem entre R$ 160 e R$ 161 por saca, depois de terem começado a semana entre R$ 163 e R$ 164. “Hoje é R$ 160, R$ 161”, afirmou o analista , destacando que a queda de Chicago já começa a chegar às posições nos portos brasileiros.   

A valorização do dólar frente ao real ajudou, entretanto, a evitar uma pressão ainda maior sobre as cotações domésticas. Ao longo do dia, a moeda americana chegou a subir mais de 1% e fechou o dia superando os R$ 5,20.  Com isso, a queda internacional não foi transferida integralmente aos preços brasileiros, enquanto produtores permanecem atentos às oportunidades de comercialização em meio ao início da safra 2026/27.

Outro elemento importante para o mercado doméstico está na demanda externa. Brandalizze destaca que a China não deixou de comprar soja — mudou, sobretudo, a origem de parte importante dessas aquisições. Segundo o consultor, cerca de 70% da soja brasileira em grão exportada tem como destino a China. Ele afirma ainda que, enquanto os chineses permanecem afastados de novas compras nos Estados Unidos, seguem ativos no produto brasileiro.    

Os embarques brasileiros também continuam em patamares elevados. Ainda como explica Brandalizze, as exportações acumuladas de soja em grão estavam próximas de 99,3 milhões de toneladas, ante 92,5 milhões no mesmo período do ano anterior.O analista destacou ainda cerca de 20,5 milhões de toneladas de farelo e 2,2 milhões de toneladas de óleo de soja embarcadas no acumulado, levando o complexo soja a aproximadamente 121 milhões de toneladas, contra 111,6 milhões no período comparável do ano passado.    

Esse fluxo ajuda a explicar por que o mercado brasileiro encontra sustentação mesmo diante de uma sessão bastante negativa em Chicago.

BAIXAS EM CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros encerraram a quinta-feira com perdas entre 7,50 e 9,75 pontos. O novembro/26 fechou a US$ 12,8325 por bushel, baixa de 9,75 pontos. Janeiro/27 perdeu 9,50 pontos, para US$ 12,9975, enquanto março/27 caiu 8,50 pontos, a US$ 13,10. Maio/27 terminou a US$ 13,1850, queda de 8 pontos, e julho/27 recuou 7,50 pontos, para US$ 13,24 por bushel.

Os estoques trimestrais norte-americanos foram reportados em 8,6 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado. Além disso, as vendas semanais de soja dos Estados Unidos somaram 1,03 milhão de toneladas na última semana, de acordo com dados reportados nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nem mesmo esse volume foi suficiente para interromper a pressão vendedora.

O movimento também atingiu os derivados. Segundo a Agrinvest Commodities, o farelo de soja recuou mais de 2%, enquanto o óleo perdeu, em média, cerca de 2% ao longo da curva. Assim, a fraqueza não ficou restrita ao grão, atingindo todo o complexo soja.

Para Brandalizze, parte importante da pressão sobre Chicago vem da combinação entre avanço da colheita norte-americana e ausência temporária da China do mercado durante o feriado da Golden Week. O feriado chinês começou nesta quinta-feira e reduz a presença daquele que é o maior comprador mundial de soja justamente em um momento no qual a oferta norte-americana começa a chegar com maior intensidade ao mercado. “A China fora do mercado automaticamente traz pressão”, avaliou Brandalizze.  

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O analista acrescenta que os primeiros resultados das lavouras norte-americanas vêm indicando uma produção que, embora não seja considerada excepcional, estaria apresentando desempenho melhor do que parte dos agentes esperava. Com condições favoráveis para o avanço da colheita, a disponibilidade de soja nos Estados Unidos tende a crescer nas próximas semanas.

Nesse ambiente, Chicago voltou a trabalhar abaixo dos US$ 13 por bushel no primeiro vencimento. Para o produtor brasileiro, dólar e demanda ajudam, mas Chicago já cobra sua conta O fechamento desta quinta-feira deixa uma sinalização importante para o produtor brasileiro: o Brasil continua relativamente protegido pela combinação de câmbio e demanda externa, mas não está imune a uma queda mais forte de Chicago.

A prova aparece nos próprios portos. Mesmo com o dólar oferecendo sustentação e com a China absorvendo volumes importantes da soja brasileira, as referências perderam cerca de R$ 2 a R$ 4 por saca em relação aos níveis citados no começo da semana por Brandalizze. 

Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações mostra que há demanda efetiva pela soja brasileira, criando uma dinâmica diferente daquela enfrentada neste momento pelo produto norte-americano.
Assim, o produtor chega ao início de outubro diante de forças opostas: Chicago pressionada pela colheita dos Estados Unidos e pela ausência temporária chinesa; e, no Brasil, dólar e exportações fortes funcionando como colchão para os preços. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE: 

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda