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Soja no Brasil avançará pouco em 26/27 e precisa de biocombustíveis no futuro, diz Veeries

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 19 Mai (Reuters) – A safra de soja 2026/27 do Brasil, com plantio começando em meados de setembro, deverá ter o menor crescimento de área plantada em 20 anos, com produtores lidando com custos mais altos dos fertilizantes e preços da commodity mais baixos, avaliou nesta terça-feira a consultoria Veeries.

Em cenário de prazo mais longo, a Veeries apontou ainda que os biocombustíveis serão a principal alavanca de crescimento da produção de soja e milho do Brasil, e não mais as exportações de grãos, especialmente para China, como aconteceu nos últimos 20 anos com a oleaginosa.

Segundo o diretor da consultoria Veeries, Fabio Meneghin, a safra 2026/27 no maior produtor e exportador global de soja terá a área ampliada em cerca de 400 mil hectares em relação ao ciclo anterior, uma vez que o setor lida com margens apertadas nos últimos anos, e agora enfrenta a alta no custo dos fertilizantes fosfatados por conta da guerra no Irã.

“Os maiores produtores já compraram adubos, mas o que nos preocupa são os médios que ainda estão esperando alguma oportunidade”, disse o especialista em evento da consultoria em São Paulo, acrescentando que a janela para compras do insumo, importado em sua maioria pelo Brasil, “está se apertando”.

“As próprias empresas que vendem os fertilizantes estão sem confiança de trazer o produto de fora”, afirmou, explicando que no caso dos fosfatados os preços subiram pelas interrupções no transporte pela guerra no Irã, além de cortes das exportações pela China.

O pequeno crescimento de área no Brasil deverá ocorrer em regiões com melhores margens nos últimos anos, como Mato Grosso, acrescentou ele.

Meneghin disse que há ainda alta de custos com fertilizantes nitrogenados, mas esses só deverão ser usados em grande escala no plantio de milho, a partir de janeiro — a soja não demanda esse tipo de insumo pois faz a fixação biológica do nitrogênio do ar no solo.

A última vez em que o Brasil reduziu área plantada com soja foi há cerca de 20 anos, quando havia uma combinação de juros altos, dólar em queda e uma supersafra dos EUA.

CENÁRIO FUTURO

O CEO da Veeries, Marcos Rubin, traçou ainda um cenário para os próximos anos do plantio de grãos no Brasil, destacando que as exportações de grãos para a China não serão mais o fator fundamental para o crescimento de safra, mas sim a produção de biocombustíveis.

“A China é e vai continuar sendo o nosso principal cliente de soja… mas a China não será a principal alavanca do crescimento”, disse ele, lembrando que o período de “crescimento exponencial de demanda” chinesa já passou, uma vez que a população do país asiático agora se urbanizou, em sua maioria, e também passa a cair.

O agronegócio do Brasil terá oportunidades nas chamadas novas geografias, como Norte da África, Oriente Médio e emergentes da Ásia, mas o crescimento da demanda por alimentos desse grupo é mais lento do que foi na China.

“Não temos um substituto perfeito para a China”, disse ele, citando que a Índia vai demandar mais alimentos do Brasil em algum momento, mas não nos próximos cinco anos.

Neste contexto, os biocombustíveis tradicionais — com maiores mandatos nas misturas de biodiesel e etanol nos combustíveis fósseis — e os avançados, como combustível de aviação (SAF) e o HVO (diesel verde), vão se tornar fundamentais para as projeções de safras dos próximos anos.

“Nos últimos 20 anos, produzimos soja e milho para atender a alimentação humana, e a China estava por trás, daqui para frente vamos continuar produzindo para alimentos, mas não podemos abrir mão da oportunidade que os biocombustíveis geram…”, disse Rubin.

Ele estimou que a taxa de crescimento anual da demanda por soja até 2031 seria de 3,5%, com impulso principalmente do biodiesel. Sem o biocombustível, a alta seria de 2,1%.

No caso do milho, a demanda cresceria 5,8% no mesmo período, considerando o consumo de ração, mas principalmente com o direcionamento do cereal para a produção de etanol. Sem o biocombustível, a alta seria de 2,6%.

A Veeries projeta ainda que a área plantada de soja no Brasil cresça 2,4% ao ano para 54,6 milhões de hectares, com a produção brasileira passando das atuais 186 milhões de toneladas para 215 milhões de toneladas em cinco anos.

No caso do milho, a área plantada aumentaria 3,9% ao ano para 27 milhões de hectares em 2031, com a produção saltando de 144 milhões em 2026 para 189 milhões de toneladas em 2031.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda