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Setor de eucalipto enfrenta incerteza com suspensão de pacto contra uso de lenha nativa em usinas de etanol de MT

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 1 Set (Reuters) – Um acordo contra o uso de lenha de matas nativas para geração de energia nas usinas de etanol de milho em Mato Grosso está suspenso, gerando incerteza para investimentos estimados em R$10 bilhões na produção de eucalipto até 2030, afirmou uma associação do setor de florestas plantadas à Reuters.

A suspensão do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado em junho aconteceu após a Procuradoria-Geral de Mato Grosso acatar um pedido do governador, Otaviano Pivetta, e adiar a publicação de um decreto regulamentador previsto no próprio termo, segundo participantes do acordo no Estado, o maior produtor de etanol de milho do Brasil.

Com isso, as metas de expansão de florestas plantadas no Estado e os objetivos de redução do uso de biomassa nativa pelos grandes consumidores estabelecidos no TCA ainda não entraram em vigor, deixando investidores que contavam com o marco normativo sem clareza sobre as regras para expansão do plantio de eucalipto.

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A madeira de floresta plantada, como a de eucalipto, é vista como fonte renovável para substituir a biomassa proveniente da supressão de vegetação nativa, o que poderia ajudar a afastar questões ambientais relacionadas à sustentabilidade do etanol de milho, que vem apresentando forte crescimento e tem uma série de projetos em construção ou planejados para os próximos anos.

O presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, alerta que, além da suspensão do decreto, o setor produtivo de eucalipto teme uma flexibilização do TCA, após o governo do Estado pedir à Procuradoria-Geral que seja permitido que grandes consumidores possam usar madeira nativa para cobrir 5% de sua demanda para geração de energia nas usinas.

“De fato, afeta investimento. Para quem pensa em investir em floresta acende uma luz amarela”, disse Takizawa, avaliando que tal flexibilização ainda feriria o Código Ambiental, que, segundo ele, vetaria o uso de lenha nativa por grandes consumidores.

Procurada na segunda-feira para comentar sobre a proposta de flexibilização, a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso não comentou o assunto.

O uso de madeira com origem na supressão vegetal nativa representa atualmente um fator adicional de competitividade para a indústria de etanol de milho, já que a biomassa proveniente de florestas plantadas costuma ter custo superior.

Mato Grosso abriga 14 das 29 usinas de etanol de grãos em operação no Brasil, segundo dados do site da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). O Estado tem outras quatro biorrefinarias com autorização de construção e mais seis projetadas.

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Procurada, a Unem não comentou o assunto imediatamente.

MAIS QUE DOBRAR A ÁREA DE EUCALIPTO

Segundo o dirigente, para o segmento atender os projetos atuais e futuros de etanol com biomassa renovável, são estimados investimentos de R$10 bilhões na expansão de florestas plantadas.

Os recursos seriam suficientes para mais do que dobrar a área de eucalipto em Mato Grosso, dos atuais 165 mil para 400 mil hectares até 2030, em um plantio que seria feito em terras já abertas e pastagens degradadas de baixa produtividade.

O avanço nas áreas plantadas poderia ajudar o Estado a atender o TCA, que prevê que as usinas poderão utilizar no máximo 40% de madeira nativa até o final de 2034. A partir de 2035, o uso de biomassa não renovável seria proibido, pelo termo assinado, caso não haja a flexibilização dos 5%.

O presidente da Arefloresta disse que alguns argumentam que permitir o uso de 5% traria um impacto menor, mas ele discorda.

“Afeta sim, porque é 5% a menos de floresta. É 5% de biomassa numa escala monstruosa… para um Estado que está consumindo dezenas de milhões de metros cúbicos por ano.”

A flexibilização poderia significar um retrocesso ainda maior em relação a uma primeira versão do TCA, que previa uma redução de consumo de biomassa nativa já em 2030, limitada a no máximo 50%.

De acordo com Takizawa, grandes empresas do setor de eucalipto, fundos de investimentos e até instituições financeiras já sondaram investimentos em Mato Grosso, e uma companhia até começou um plantio experimental. Mas todos estão acompanhando para saber quais seriam os “próximos capítulos” do TCA, “pra ver se é firme ou não”.

O subprocurador Marcelo Ferra disse à Reuters que, considerando que o caso envolveu o governador, pela lei o processo precisa ser analisado pela Procuradoria-Geral, após o TCA ter sido firmado inicialmente por meio da primeira instância do Ministério Público.

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Ele disse que alguns pedidos estão sendo analisados, entre eles se algumas empresas foram mais beneficiadas do que outras pelo TCA, além da possibilidade do consumo de 5% de biomassa nativa.

Mas frisou que a possibilidade jurídica de alteração do termo não representa concordância prévia com eventual flexibilização do uso de madeira nativa.

Ferra disse acreditar que, até o final do ano, deverá ter concluído sua análise e encaminhado para avaliação ao Conselho Superior do Ministério Público, para posteriormente o decreto poder ser publicado.

(Por Roberto SamoraEdição de Pedro Fonseca)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda