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Sebo bovino vive fase histórica com produção recorde e biodiesel absorvendo mais da metade da oferta

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A cadeia do sebo bovino atravessa um momento histórico no Brasil, marcada por produção recorde e demanda crescente da indústria de biodiesel, que vem absorvendo uma parcela cada vez maior do volume disponível no mercado interno. O avanço do biocombustível na matriz energética nacional tem elevado o status do insumo, transformando-o em um componente estratégico tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

No primeiro semestre, a produção de sebo bovino somou 806,8 mil toneladas, conforme destacou a Scot Consultoria. Para o segundo semestre, a estimativa é de 896,9 mil toneladas, o que representa um crescimento de 11,2% e configura um novo recorde. Esse aumento de oferta ocorre em um cenário de consumo aquecido. Entre janeiro e outubro, o volume de sebo bovino destinado à fabricação de biodiesel alcançou 524,4 mil m³, alta de 7,6% em relação aos 487,4 mil m³ registrados no mesmo período de 2024.

A produção nacional de biodiesel chegou a 8,1 milhões de m³ até outubro, avanço de 7,3% frente aos 7,6 milhões de m³ produzidos no mesmo intervalo do ano anterior. Dentro desse total, o sebo bovino respondeu por 6,5% da produção acumulada. Em outubro, isoladamente, a participação do insumo subiu para 9,5%, com aumento de 0,8 ponto percentual em comparação a setembro, reforçando a tendência de maior uso do sebo na composição do biocombustível.

A relação entre produção e consumo evidencia uma mudança estrutural no mercado. No primeiro semestre, 28,8% do sebo bovino produzido foi destinado ao biodiesel. No segundo semestre, considerando os dados até outubro, essa participação avançou para 39,0%. Em meses específicos, o crescimento foi ainda mais expressivo, com 36,0% em agosto, 45,4% em setembro e 50,4% em outubro, quando mais da metade da produção nacional foi absorvida pela indústria de biodiesel. Para novembro, levando em conta a sazonalidade do insumo, a estimativa aponta para uma participação de 55,6%.

Além da importância econômica, o aumento do uso do sebo bovino traz ganhos ambientais relevantes. O biodiesel produzido a partir desse insumo emite 23 vezes menos Gases de Efeito Estufa em comparação ao diesel fóssil e sete vezes menos emissões quando comparado ao biodiesel de óleo de soja. Essa vantagem ambiental reforça o papel do biocombustível no cumprimento das metas climáticas brasileiras e na estratégia de transição energética.

A perspectiva de demanda segue firme nos próximos anos. A partir de 2026, a Lei dos Combustíveis do Futuro prevê o aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, passando de B15 para B16, com elevação de um ponto percentual ao ano até atingir B30 em 2030. Esse marco regulatório amplia a demanda estrutural por matérias-primas e cria espaço para uma participação ainda maior do sebo bovino na matriz de biocombustíveis.

Diante desse cenário, o mercado interno permanece aquecido, com a indústria de biodiesel absorvendo volumes crescentes da produção nacional. Com mais de 50% do sebo direcionado ao biocombustível em outubro, as exportações seguem limitadas, consolidando o sebo bovino como um insumo estratégico para a política energética, ambiental e industrial do país.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda